A Guarda Nacional Bolivariana (GNB) fez uma apreensão de 315 máquinas de mineração de bitcoin do modelo Antiminer S19 na Venezuela.

Nesta segunda-feira (06/07), o perfil oficial da GNB no Twitter afirmou que apreendeu 315 máquinas para a mineração de bitcoin. 

Segundo informações de um jornal local, as máquinas foram apreendidas em um caminhão que não tinha autorização para transportá-las.

Os S9 apreendidos já são modelos defasados devido ao lançamento de novos mineradores após o halving do bitcoin. Mesmo assim, essas máquinas contribuíram 23% para o hashrate do Bitcoin em maio.

Extorsão e mineração na venezuela

A mineração de bitcoin na Venezuela é legal, contudo, os mineradores precisam se registrar no sistema da Superintendência Nacional de Criptoativos e Atividades Conexas (Sunacript), cujo diretor é procurado pelos Estados Unidos.

Segundo Decreto Constituinte sobre o Sistema Integral de Criptoativos, todos os mineradores terão que se registrar com o governo e se isso não for feito há multas de até mil dólares em Petro (a criptomoeda venezuelana).

Os mineradores venezuelanos também sofrem com pedidos de extorsão de autoridades policias, conforme relato de um empreendedor anônimo ao um portal local:

“Estou de cabeça para baixo e vi como meu trabalho se tornou alvo de extorsão, não estou falando de criminosos como os conhecemos, estou falando de funcionários que trabalham nas forças policiais”

Apesar dos problemas, os venezuelanos continuam minerando bitcoin pois a moeda estatal tem uma das maiores inflações do mundo e não vale o papel que é impresso.

 Como resultado, a Venezuela se tornou um grande laboratório para os criptoativos e hoje já figura entre os 10 países que mais contribuem para a mineração de bitcoin no mundo, de acordo com dados da Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index.

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