O mundo hiper-tecnológico em que vivemos, associado às tensões geopolíticas atuais, promete um cenário bastante complexo para o futuro. Nesse contexto, algumas tendências ganham força e podem impactar os rumos da economia.
Entre avanços e mudanças, podemos destacar cinco elementos que devem ganhar ainda mais força ao longo dos próximos anos. Afinal, a digitalização da economia e as mudanças de rumo que países importantes estão tomando são fatores de grande importância para o cenário financeiro. Além disso, a crescente preocupação com sustentabilidade e inovação tecnológica também desempenha um papel fundamental na transformação econômica global.
- Moedas digitais
As moedas digitais certamente continuarão crescendo e se popularizando, inclusive como método de pagamento. A ethereum hoje, por exemplo, é uma das criptos mais conhecidas e aceitas no mercado. Mas há muitas outras que têm alto valor de capitalização, como o Bitcoin, a Dogecoin e a Tether USDt.
E o cenário para as criptomoedas é realmente animador, porque elas podem se beneficiar dos dois principais fatores atuais. Em primeiro lugar, a própria digitalização da economia e, em segundo, a instabilidade geopolítica.
Isso porque, em parte, as moedas digitais são descentralizadas e, portanto, independentes de governos, o que pode proteger os cidadãos de consequências causadas por crises políticas. Também a crescente regulamentação do setor em diversas partes do mundo pode trazer maior segurança jurídica e ampliar a adoção dessas moedas, facilitando sua integração ao sistema financeiro tradicional.
- Desglobalização
A desglobalização é um fenômeno bastante interessante, embora não seja tão mencionado e vá contra praticamente tudo o que tem sido falado ao longo das últimas décadas. Ela consiste justamente na diminuição da interdependência entre os países.
E por que a desglobalização vem ganhando força? Em um cenário geopolítico complexo, em que grandes potências estão divergindo e travando guerras comerciais, pode ser contraproducente depender de outros países.
Por isso, nações como o próprio Estados Unidos parecem estar à frente deste processo, tentando retornar a produção para dentro de seus domínios e, cada vez mais, depender menos de outros atores internacionais. Essa tendência também impacta cadeias produtivas, tornando-as mais regionalizadas e incentivando investimentos internos em infraestrutura e inovação industrial.
- Inteligência Artificial e produtividade
O avanço da Inteligência Artificial em um curto período de tempo foi assombroso. Tarefas que antes demorariam horas ou mesmo dias, agora são resolvidas em poucos segundos. A automação de certas atividades também foi um enorme benefício trazido pelas IAs.
Dessa forma, a tendência é que a Inteligência Artificial siga se desenvolvendo e revolucionando o mercado. Isso, claro, trará um ganho de produtividade que, até pouco tempo atrás, não poderia ser imaginado.
Um estudo conduzido por economistas de Harvard e Stanford mostrou que o ChatGPT trouxe um aumento de produtividade na casa dos 40%. O que o futuro nos reserva? É difícil imaginar qual seja o limite para a IA, mas o fato é de que esta tecnologia já revolucionou o cenário econômico global. Além disso, novos modelos de IA generativa e aprendizado profundo prometem impulsionar ainda mais a automação em setores como saúde, finanças e manufatura, criando novas oportunidades e desafios para trabalhadores e empresas.
- Crescimento das fintechs
Com a digitalização da economia, as fintechs vêm ganhando cada vez mais força. E não poderia ser diferente, já que os processos 100% digitais e a falta de burocracia transformaram essas empresas em opções muito interessantes para milhões de pessoas.
Os bancos tradicionais, embora também estejam se modernizando, acabaram saindo atrás
nesta corrida. E a cada ano, mais startups entram no segmento, trazendo diversidade e competitividade para o sistema bancário.
No Brasil, principalmente, o domínio do segmento por poucas empresas sempre foi um problema, que agora tem sido contornado. E, ao longo dos próximos anos, novas fintechs, com diferentes nichos e propostas, surgirão no mercado.
- Cibersegurança
É impossível falar sobre digitalização da economia, criptomoedas e fintechs sem mencionar um dos pontos que serão fundamentais para o futuro dos serviços financeiros: a cibersegurança.
Afinal, com quase todas as transações ocorrendo digitalmente, proteger-se de hackers e ataques virtuais tornou-se vital para o funcionamento e a credibilidade do setor.
Fatores como vazamento de dados e acesso por terceiros a materiais privados também geram muita preocupação e fazem com que não apenas empresas, mas os próprios indivíduos queiram aumentar seus conhecimentos em cibersegurança. E tudo isso movimenta uma indústria riquíssima, que está em franco crescimento, e ainda tem um enorme campo para avançar. O avanço de tecnologias como blockchain e autenticação biométrica deve fortalecer ainda mais a segurança digital, tornando transações financeiras mais protegidas contra fraudes e acessos não autorizados.
Principais tendências
Essas, portanto, são algumas das principais tendências para o futuro. Mas, em um mundo hipertecnológico, os avanços tendem a ser cada vez mais rápidos, com mais novidades podendo surgir no futuro próximo. É preciso ficar atento aos rumos que a economia está tomando para se proteger de crises e antecipar tendências.