A Lumx, empresa brasileira de infraestrutura de pagamentos com stablecoins, lança nesta semana o Stable Operator Map, um mapa vivo e colaborativo que reúne, pela primeira vez em um só lugar, as empresas que operam com stablecoins na América Latina.
A iniciativa estreia no primeiro dia da Stable Conference, evento anual da Bitso realizado na Cidade do México, onde versões impressas do mapa serão distribuídas no estande da empresa.
Diferentemente dos landscapes tradicionais do setor, geralmente elaborados por grupos fechados de analistas, o Stable Operator Map funciona com submissão aberta: qualquer operador de stablecoin da região pode aplicar, sem taxas ou exclusividades.
As inscrições são avaliadas por um conselho de curadores formado por profissionais do próprio mercado, que cruzam cada submissão com quatro critérios públicos, entre eles operação ativa na América Latina, produto em funcionamento há pelo menos seis meses e provas públicas de trabalho, como parcerias, integrações e menções na imprensa.
“Toda vez que um novo landscape saía, faltavam empresas que estavam fazendo a coisa certa. Já ficamos de fora, já vimos parceiros sérios ficarem de fora. Decidimos criar um formato em que os critérios são públicos e a comunidade é quem constrói“, afirma Caio Barbosa, founder e co-CEO da Lumx.
O mapa estreia com 12 categorias, entre exchanges, wallets, neobanks, on/off ramps, emissores de cartão e orquestração de pagamentos, e dezenas de operadores já listados, incluindo nomes como Bitso, Bridge, Crossmint e Fireblocks.
Outro diferencial é a base em casos reais: cada empresa aprovada pode publicar um case detalhando corredores de pagamento, desafios resolvidos e lições aprendidas na operação, transformando o mapa em um repositório de conhecimento prático sobre o setor.
“Não é um ranking, é um mapa. Ele mostra todas as empresas que atendem aos critérios, inclusive concorrentes diretos da Lumx. É colaboração, não competição: a categoria cresce quando a comunidade se enxerga“, reforça Amanda Marques, CMO da Lumx. “Passamos um bom tempo construindo um produto sério e entendendo as responsabilidades legais de operar em um mercado que atravessa um momento regulatório decisivo no Brasil. É preciso reconhecer quem está fazendo a coisa certa, com resiliência. E, em nível LATAM, queremos que essa visibilidade gere conexões entre empresas e fornecedores.”
O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do setor. Segundo dados de mercado, as stablecoins movimentaram mais de US$ 300 bilhões em transações na América Latina em 2025, e projeções do setor indicam que esses ativos devem processar mais remessas que operadores tradicionais na região já em 2027. O Brasil lidera em volume transacionado, enquanto a Argentina tem a maior adoção per capita do mundo.
As empresas interessadas em integrar o mapa podem aplicar pelo site lumx.io/operator-map. O