A Apple removeu 14 aplicativos de criptomoedas na Coreia do Sul a pedido de um dos reguladores do país. A Unidade de Inteligência Financeira da Coreia do Sul (FIU), uma agência de combate à lavagem de dinheiro, fez os pedidos. O regulador alega que os aplicativos banidos envolviam operadores estrangeiros de ativos virtuais realizando “atividades comerciais não relatadas”. A lista de aplicativos bloqueados pela Apple inclui as gigantes de exchanges de criptomoedas KuCoin e MEXC. No mês passado, o Google Play removeu essas duas exchanges e outros 15 operadores de criptomoedas a pedido da FIU. A repressão regulatória ocorre à medida que a adoção de criptomoedas cresce na Coreia do Sul. A agência de notícias Yonhap, com sede em Seul, citando dados divulgados pelo governo sul-coreano, informou que no final de fevereiro deste ano, 16,29 milhões de pessoas abriram contas na Upbit, Bithumb, Coinone, Korbit e Gopax, as cinco principais exchanges de criptomoedas domésticas do país. Atualmente, o país tem uma população total de quase 52 milhões. Bancos na Coreia do Sul também têm se apressado para fazer parcerias com empresas de criptomoedas à medida que as regulamentações de ativos digitais do país se tornam menos restritivas. Em fevereiro, a Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul anunciou que o país lançaria um programa piloto na segunda metade de 2025 que permitirá que 3.500 entidades corporativas comprem criptomoedas para fins de investimento e financeiros. Transações corporativas de criptomoedas estão proibidas no país desde 2017.