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A criação de dinheiro global aumentou US$15 trilhões em 12 meses

Impressora de dinheiro

Os bancos centrais estão inundando as economias com mais dinheiro. De acordo com dados da Bloomberg, o mundo enxerga US$15 trilhões a mais em liquidez apenas nos últimos 12 meses.

M2 é um cálculo da oferta de moeda que inclui todos os elementos de M1, incluindo moedas físicas, mas também depósitos de poupança, títulos do mercado monetário, fundos mútuos e outros depósitos a prazo.

Desde a quebra do lastro do papel-moeda com o ouro, os governos sempre possuíram incentivos para emitir mais moeda, mas não existem precedentes para os níveis de impressão de dinheiro vistos desde o início da pandemia de covid.

De acordo com o CEO da Pantera Capital, apenas nos Estados Unidos, em junho de 2020 foi emitido mais dinheiro do que nos dois primeiros séculos da fundação do país. De fato, cerca de um quarto de todos os dólares americanos da história foram emitidos no ano passado.

Em 2021, esse movimento não desacelerou. Com a chegada de Biden na presidência dos EUA, injeções trilionárias em auxílios emergenciais foram aprovadas. Em outros lugares do mundo a tendência é semelhante. No Brasil, por exemplo, o aumento da oferta monetária foi ainda mais intenso que nos EUA.

Conforme explicado pelo efeito Cantillon, cada pessoa sente as consequências do aumento da oferta monetária de forma diferente. Os primeiros a terem acesso ao dinheiro recém-criado são beneficiados, enquanto os últimos a verem a cor do dinheiro terão o poder de compra corroído. 

O que acontece é que a expansão monetária acaba diluindo o valor do dinheiro, mas somente depois de alguma circulação no mercado os empreendedores percebem o aumento da demanda e sobem seus preços.

Oferta monetária decrescente e previsível

“O banco central deve ser confiável para não depreciar a moeda, mas a história das moedas fiduciárias está cheia de violações dessa confiança.”, foi o que disse Satoshi Nakamoto ao apresentar sua ideia de criar uma moeda digital escassa.

Como uma alternativa ao poder centralizado, o Bitcoin surgiu com um limite de 21 milhões de moedas e um aumento monetário programável. A cada 4 anos, em um evento conhecido como halving, a emissão diária de moedas cai pela metade, não importando o número de mineradores na rede.

O resultado disso é um aumento decrescente e uma considerável previsibilidade, diferindo enormemente entre a expansão crescente e incerta dos órgãos centrais. Além de uma manutenção do poder de compra dos bitcoiners oferecida pela escassez da moeda, a maior parte dos analistas concordam que as crescentes injeções de liquidez por parte dos governos beneficiaram a cotação do bitcoin.

Veja também: Analista prevê quando onda de alta do Bitcoin deve terminar

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