🚨 A mineração de Bitcoin nos EUA está mudando de fase.
Depois de liderar o mundo em hashrate nos últimos anos, os EUA devem desacelerar sua expansão no setor. O motivo? As tarifas impostas pelo governo Trump aos equipamentos importados, somadas à corrida por data centers de inteligência artificial, estão pressionando os custos e a competitividade dos mineradores americanos.
Mas calma: isso não significa o fim da mineração nos EUA e sim o começo de uma nova era mais eficiente, seletiva e estratégica.
Na edição de hoje:
⚙ EUA devem perder domínio no Bitcoin — entenda por que a mineração vai desacelerar
🏛️ Ohio quer sua própria reserva de Bitcoin
💳 Chainlink e Mastercard fecham parceria para compra de cripto com cartão
🗾 Japão propõe classificar cripto como ativo financeiro e reduzir impost
📚 Aprendizado da Fast News
🌍 O mundo está em alerta mas os investidores inteligentes já sabem o que fazer
⚙ A mineração de Bitcoin nos EUA chegou ao topo?
Desde 2021, quando a China baniu a mineração de criptomoedas, os Estados Unidos assumiram a liderança global no setor, atraindo mineradoras com energia barata, segurança jurídica e infraestrutura tecnológica. O resultado foi um crescimento impressionante: hoje, mais de 40% do hashrate global (capacidade de processamento da rede Bitcoin) está concentrado em solo americano.
Mas esse domínio começa a mostrar sinais de estagnação — e não apenas por causa das tarifas propostas por Donald Trump.
No início de abril, o governo dos EUA anunciou tarifas de até 50% sobre importações de equipamentos tecnológicos vindos do sudeste asiático, o que inclui os famosos ASICs (máquinas especializadas em mineração de Bitcoin). A medida ainda está em negociação e pode demorar até mais de um ano para ser definida pela Suprema Corte, mas já provocou reação imediata das empresas: mineradoras e fornecedores correram para antecipar compras antes da nova política entrar em vigor.
Ainda assim, especialistas apontam que o impacto não será uma “morte súbita” para a mineração americana — mas sim um fator que tende a frear o ritmo de expansão. Além do custo mais alto dos equipamentos, outros dois desafios pesam muito mais na balança:
- Corrida por data centers de IA: Com o boom da inteligência artificial, gigantes como Microsoft, Meta e Google estão comprando terrenos e energia para construir data centers. E quando o mesmo terreno serve para IA e mineração, os mineradores dificilmente vencem o leilão. O potencial de lucro das aplicações de IA é maior e mais estratégico — o que está fazendo até mineradoras diversificarem seus negócios.
- Falta de novas localizações viáveis: Os melhores pontos para instalar operações de mineração (com energia barata, estabilidade climática e infraestrutura) já foram ocupados. Expandir agora exige enfrentar burocracia, infraestrutura limitada e, muitas vezes, concorrência com setores mais poderosos.
Por isso, o novo foco do setor está mudando de quantidade para qualidade: não é mais sobre aumentar megawatts, e sim sobre substituir equipamentos antigos por máquinas mais eficientes. Para se ter ideia, hoje a maioria dos rigs (máquinas) usados tem eficiência de 30 J/TH ou mais, enquanto os novos modelos chegam a 10 J/TH — ou seja, fazem o mesmo trabalho gastando 3x menos energia.
Essa transição vai movimentar entre US$ 4 e US$ 6 bilhões ao ano nos próximos 3 a 5 anos, segundo estimativas do mercado. E as próprias fabricantes asiáticas, como Bitmain, MicroBT e Canaan, já estão iniciando produção nos EUA para driblar as tarifas e atender à nova demanda local.
👉 Resumo da ópera:
A mineração de Bitcoin nos EUA continua forte mas deve crescer menos. A era da expansão desenfreada parece ter passado. Agora, o jogo é sobre eficiência, adaptação ao cenário macro e sinergia com a nova economia da inteligência artificial.
O investidor atento deve acompanhar essa virada e ficar de olho em oportunidades fora dos EUA, onde o crescimento ainda pode ser mais acelerado.
Principais Notícias
🗳️ Ohio quer sua própria reserva de Bitcoin: Após aprovar projeto que isenta cripto de pequenas taxas, o estado agora avalia investir parte dos fundos públicos em BTC seguindo o movimento nacional liderado por Trump.Leia mais aqui.
💳 Chainlink e Mastercard liberam compra de cripto para 3 bilhões: Nova parceria permite que usuários de cartão Mastercard comprem ativos digitais on-chain com suporte de apps Web3 impulsionando a adoção cripto globalmente. Leia mais aqui.
🗾 Japão quer classificar cripto como ativo financeiro: Nova proposta pode abrir caminho para ETFs e reduzir imposto sobre lucro para 20%. Leia mais aqui.
📚 Aprendizado da Fast News
A mineração de Bitcoin está mudando rápido e isso afeta todo o mercado.
Com tarifas nos EUA e competição por energia com data centers de IA, a expansão da mineração americana desacelerou. Países como Paquistão e Etiópia estão ganhando espaço, e mineradoras agora focam em eficiência: máquinas antigas estão sendo trocadas por modelos até 3x mais potentes.
Por que isso importa?
Porque a mineração garante a segurança da rede e influencia diretamente o preço do BTC. Quem entende esses ciclos se antecipa melhor aos movimentos do mercado — e lucra mais.
🌍 O mundo está em alerta mas os investidores inteligentes já sabem o que fazer.

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🧠 Informação é poder. Posicionamento é lucro.