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A guerra pela sua privacidade começou Opinião

A guerra pela sua privacidade começou

Neto Guaraci
Neto Guaraci

Privacidade é a capacidade de controlar o acesso das suas informações, pode não parecer, mas a privacidade e o anonimato são grandes campos inexplorados pela maior parte das companhias. Mas isso está para mudar!

Facebook, Google, o Estado brasileiro e muitas outras empresas e instituições ganham bilhões de dólares utilizando os seus dados. Pode parecer que não, mas eles realmente são valiosos, já pensou no que você poderia fazer com os dados de 78 milhões de pessoas?

Esse cara aqui em baixo soube muito bem o que fazer com esses dados.

Steve Bannon – Estrategista da campanha de Donald Trump

Ele é Steve Bannon, coordenador e estrategista da campanha de Donald Trump. Bannon, em conjunto com empresas de tratamento de dados, segmentaram os eleitores norte-americanos em vários “profiles”. Com tais dados em mãos foi bem mais fácil vender a imagem de Donald Trump de acordo com as segmentações.

Esse é apenas um dos milhares de usos indevidos dos seus dados. O Facebook inclusive já fez experimentos sociais que foram considerados antiéticos por muitos acadêmicos.

A grande verdade é que parece que estamos caminhando para um futuro distópico, onde tudo o que você faz é monitorado, creditado e guardado para sempre. Isso já acontece na China! Pois é, nada muito longe da realidade!

A luta pela sua privacidade

Mas esses modelos de negócios podem estar ficando ultrapassados, cada vez mais as pessoas percebem a importância da privacidade nas suas vidas, alguns Estados estão apertando o cerco contra o aumento da vigilância na web. E o melhor, a criação da infraestrutura para esse nova internet está sendo criada.

Para começarmos nossa jornada pelas empresas na luta pela privacidade de seus usuários, falaremos primeiro sobre Brendan Eich – um nome fundamental para que você tenha perdido ela em primeiro lugar!

Brendan Eich – criador do Javascript

Brendan é o criador do Javascript, linguagem amplamente usada na coleta de dados por toda a internet. A intenção dele era criar uma linguagem fácil e que pudesse ser usada em qualquer browser.

Ele ajudou na criação da Mozilla Foundation e hoje trabalha em um browser que promete modificar como interagimos com a internet. O projeto é o Brave, um navegador que pretende dar mais privacidade aos seus usuários.

Com o Brave será possível não apenas bloquear as propagadas, mas também ter a opção de vender seus dados para anunciantes. Eich quer cortar os intermediários, isso significaria o fim do Google Adwords e similares.

Enquanto algumas empresas trabalham na criação de navegadores mais privados, outras criam moedas impossíveis de serem rastreadas.

Para algumas autoridade isso soa como um grande problema, mas para ativistas e defensores dos direitos humanos que tiveram seus recursos congelados por governos enfurecidos, essa é uma enorme solução.

De perseguidos políticos na Venezuela, até jornalistas que tiveram suas contas congeladas por instituições internacionais, todos vêm com bons olhos o surgimento dessas moedas.

Sua privacidade, nossa moeda

Algumas instituições estão em uma luta saudável para produzir as melhores soluções de privacidade na área de moedas digitais.

Atualmente temos dois grandes players e outros dois vão se juntar a essa batalha nos próximos dias.

O primeiro deles é a Zcash Foundation, responsável pela criptomoeda Zcash. Ela permite que você faça transações privadas e transparentes, você escolhe.

Depois temos o Monero, não existe uma instituição por trás do Monero. Tudo é feito de forma muito natural, descentralizada e aberta. O projeto Monero é uma espécie de organização descentralida, não tem um dono e sobrevive de doações.

A criptomoeda Monero é uma das mais reconhecidas no mercado.

Outros dois projetos, o Beam e o Grin vão emular o mesmo funcionamento do Zcash e do Monero, porém com tecnologias diferentes.

Seja você um jornalista, ativista pelos direitos humanos ou apenas uma pessoa interessada no assunto, é certo que essas novas tecnologias terão implicações no nosso dia a dia.

Em uma sociedade onde todos têm controle sob suas próprias informações, será um sociedade mais livre e não o contrário. Imaginemos a hipotética situação onde você contratará uma babá para cuidar dos seus filhos. A primeira coisa a fazer nessa situação é pedir o histórico dessa pessoa, a própria recusa em dar os dados já será o suficiente para muitos não contratarem.

A própria natureza do Estado e como ele cobra os impostos deverá ser modificada. Bens imateriais dificilmente serão taxados, devido a dificuldade de manter o rastro deles, a cobrança será física, nos seus bens materiais disponíveis.

Teremos em um futuro não muito distante a transferência de tudo que não necessita ser material para o domínio das redes. É uma tendência, seja você o Estado, um mega empresário ou um simples trabalhador, em breve estará usando uma dessas tecnologias.

Neto Guaraci
Neto Guaraci

Sou estudante de Gestão de Negócios e Inovação na Fatec-Sebrae. Trabalho na Foxbit, ajudo na criação de conteúdo. Amo falar sobre criptomoedas, liberdade financeira e empreendedorismo. Se você também gosta, entre em contato. :)

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