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Economia

A inflação chegou, mas está disfarçada

Supermercado, inflação chegou

“Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade.”, Ayn Rand.

A inflação no Brasil e em outras grandes economias do mundo tem sido um tópico bastante comentado ultimamente. Mesmo assim, muitas pessoas citam que ainda não chegaram a observar grandes diferenças nos preços de produtos do cotidiano. Outras mencionam que um IPCA de 4,52% em 2020 e o IPCA meta de 5,8% em 2021 não indicam que esteja havendo grandes aumentos nos preços recentemente.

Existem 2 pontos a serem mencionados em relação a isso: o primeiro é que o IPCA é um índice que mede uma “média da inflação” de cada produto e, portanto, não reflete uma verdade única e objetiva para os preços no geral. O segundo ponto, e talvez o menos comentado, é que os reflexos da alta na inflação não são sentidos apenas nos preços em si. 

Para os produtores de bens e serviços, uma outra forma que existe para aplicar a inflação na prática é a de, ao invés de aumentar o preço de um produto ou serviço em questão, diminuir a quantidade desse produto ou serviço, cobrando o mesmo preço por ele. Ou seja, no lugar de encarecer algum produto, o fornecedor vende um volume menor desse mesmo produto, e mantém o preço dele igual ao que era antes.

Esse fenômeno é conhecido como shrinkflation, e os brasileiros estão cada vez mais percebendo isso quando vão ao supermercado. Usando um exemplo real, de um supermercado cearense, o leite em pó apresentou um leve aumento de preço, enquanto que o tamanho de sua embalagem diminuiu.

Novo peso da embalagem de leite em pó: de 800g para 750g, redução de 6,3% (anos atrás, a mesma embalagem continha 1000g (1kg).

Outros produtos ainda contam com a versão original, mas investem cada vez mais em oferecer opções menores para, supostamente, apresentarem um preço mais acessível.

Olha o tamanho dessa embalagem de batata frita. Isso mesmo, custa R$ 6,29.

A inflação não chegou de surpresa

Recentemente viralizou um vídeo da aposentada Suzete Maria da Silva chorando em entrevista para a Rede Globo, comentando sobre a alta dos preços dos alimentos. É doloroso saber que a dificuldade para adquirir itens essenciais só aumenta.

“Está tudo muito caro, a gente não sabe mais o que fazer, vem fazer compra e não sabe o que comprar. A gente não consegue comprar mais carne, pois o dinheiro não dá. Eu sou aposentada e continuo trabalhando”, lamentou Suzete.

A inflação, porém, não começou a ser sentida agora pela população. Em vídeo de fevereiro deste ano, o sobrevivencialista Avelino Morganti mostrou que esse fenômeno já era observável nas prateleiras dos supermercados.

Um dos motivos mais claros para isso, argumentam os economistas austríacos, é o aumento da base monetária. Com a chegada da pandemia da Covid-19, a crise de liquidez no mundo deu espaço para uma onda de oferta de dinheiro e juros negativos. Em apenas um ano, bancos centrais ao redor do mundo foram capazes de injetar US$ 15 trilhões nas economias.

Embora os políticos insistam em afirmar que isso é necessário e não exista risco de inflação, a realidade mostra o contrário. Na prática, o governo injeta dinheiro com uma mão, e tira com a outra (através da inflação).

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Colaborou com a escrita da matéria Cláudio Brito.

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