Nesta semana o mercado de criptomoedas abriu os portões para a boiada passar. Por isso contaremos o rebanho em escala bilionária. Confira as notícias mais importantes do mercado aqui no Cointimes.  

Começando pelo bilhão que a Tesla, empresa do Elon Musk, ganhou sem vender um carro elétrico. Como?

A Tesla é atualmente a única empresa do S&P 500 que possui bitcoin em seu balanço, e essa aposta tem se provado cada vez mais acertada.

Com uma valorização de cerca de 66%, os bitcoins da montadora de carros elétricos agora valem quase US$ 2,5 bilhões, 1 bilhão de dólares a mais do em fevereiro, quando anunciaram a compra do criptoativo.

Segundo o CoinGoLive, em uma semana o Bitcoin (BTC) saltou 13,27% e sua capitalização de mercado vai além dos bilhões de dólares, acumulando US$ 1,17 trilhões.

Bitcoin mostra como se faz a semana bilionária
Fonte: CoinGoLive.com.br

A força e o domínio sobre o mercado de criptomoedas que o Bitcoin mostrou na segunda semana de outubro é mérito da criptomoeda que vem desde 2009 liderando eficientemente os demais projetos. 

16 bilhões gastos com segurança 

De acordo com Lyn Alden, fundadora da Lyn Alden Investment Strategy, o custo para um invasor em potencial tentar controlar 51% da taxa de hash por um longo período (o que permitiria ataques de gasto duplo e outras interrupções de segurança) é bastante alto.

O gasto anual da rede Bitcoin com segurança tem subido em USD, mas em porcentagem de valor de mercado, tem caído desde 2011. 

Consequentemente, o Bitcoin (BTC) tem se tornado incrivelmente eficiente ao longo dos anos. Hoje está usando literalmente frações do seu valor de mercado para assegurar a rede – cerca de 2%. 

com US$ 16,5 bilhões gastos com segurança, a criptomoeda pode construir base sólida para as operações que estão ocorrendo na rede. 

Sendo assim, com US$ 16,5 bilhões gastos com segurança, a criptomoeda pode construir base sólida para as operações que estão ocorrendo na rede. 

Quantos bilhões um ETF de Bitcoin poderia trazer ao mercado?

Bitcoin mira os US$60 mil com aumento da atividade de investidores institucionais e dados positivos de análise técnica. 

Estes investidores que tanto aguardam o lançamento do ETF de Bitcoin nos EUA aumentaram a média do tamanho de transação do bitcoin acima de 1,3 BTC. 

“Um aumento do tamanho típico da transação não é sinônimo de valorização de preços, mas indicativo de fluxos de capital maiores e até mesmo institucionais presentes on-chain”, afirmou a Glassnode

Estes investidores que tanto aguardam o lançamento do ETF de Bitcoin nos EUA aumentaram a média do tamanho de transação do bitcoin acima de 1,3 BTC. 

Os institucionais presentes na rede se animaram quando na madrugada de sexta-feira (15) surgiram relatórios alegando que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) poderia aprovar o tão esperado ETF de Bitcoin já na próxima semana. 

Citando pessoas familiarizadas com o assunto, a Bloomberg disse no dia (15) que a Securities and Exchange Commission (SEC) mudou sua postura negativa sobre o ETF de Bitcoin. 

As implicações dessa significativa notícia levaram a um aumento imediato de preços. O BTC saltou 3,4% em um dia, depois de já ter subido 10,35% em uma semana e atingiu US$ 60.000 pela primeira vez desde abril deste ano, segundo o CoinGoLive.

Leia também: CVM dá o primeiro passo para a tokenizar R$ 100 bilhões de negociações

Se for mesmo aprovado, o ETF de Bitcoin dos EUA poderia trazer ao mercado bilhões de dólares dos investidores que preferem uma exposição indireta ao Bitcoin. E ainda, se este fenômeno seguir a tendência do ETF de Bitcoin aqui do Brasil, que só no primeiro mês de existência já conquistou US$ 1 bilhão em ativos sob gestão, o mercado poderá sentir uma pressão compradora muito mais forte do que vimos ontem. 

Bolsonaro não chora por causa dos R$ 371,1 bilhões em gastos tributários 

Nesta quarta-feira (13), antes de ultrapassar os US$ 61.000, o Bitcoin (BTC) caiu para US$ 55.145 – R$ 307.595 nas principais corretoras brasileiras, segundo o CoinGoLive. 

Esta queda seria uma boa oportunidade de compra para o brasileiro, caso os dados do BC não estivessem mostrando uma triste realidade: o endividamento das famílias brasileiras bateu recorde, segundo dados mais recentes do Banco Central.

Para piorar o cenário econômico no Brasil, com inflação em alta e perspectiva de novas elevações de juros, o apertado orçamento das famílias com dívidas pode inibir a recuperação da economia. 

No cenário nacional o dólar fechou a semana em alta, ajudando o preço do bitcoin a subir ainda mais nas exchanges de criptoativos nacionais. O dólar turismo fechou a R$5,6 e o comercial a R$5,4:

“Esse cenário também traz mais volatilidade e impacta na redução de projetos para investimento. O número de empresas que deixam para depois de 2022 decisões mais significativas quanto a investimentos e aquisições não para de crescer.” – afirmou o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda José Roberto Mendonça.

É por conta dessa situação que o presidente encontra-se agora chorando as pitangas em vez de usar seu “posto Ipiranga” para ensinar-lhe o direcionamento da prosperidade econômica. 

Bolsonaro não chora por causa dos R$ 371,1 bilhões em gastos tributários 
Ministro Paulo Guedes prometia reduzir gastos do governo com subsídios e desonerações – Pedro Ladeira/Folhapress

Ontem o presidente Jair Bolsonaro disse que “chora sozinho no banheiro” da sua casa com o risco de que alguma decisão “mal tomada” possa fazer muita gente sofrer. 

A choradeira do presidente provavelmente se deve ao arrependimento que ele sente pelas promessas não cumpridas. Pois contrariando os discursos feitos pelo ministro Paulo Guedes após assumir o cargo, o governo federal deve chegar a 2022 com subsídios e desonerações praticamente no mesmo patamar de quando Jair Bolsonaro assumiu a presidência, em 2019. 

O Projeto de Orçamento de 2022 estima um total de R$ 371,1 bilhões em gastos tributários, como é chamada a conta de recursos que o governo abre mão para incentivar e beneficiar áreas da economia. Para 2018 a projeção era de R$ 321,4 bilhões, em valor atualizado pela inflação. 

“Uma decisão minha mal tomada muita gente sofre, mexe na bolsa, no dólar, no preço do combustível”.

BNB cria fundo de US$ 1 bilhão destinado para aprimorar o ecossistema da BSC

Ao contrário das decisões autocráticas que abalam o cenário das contas públicas, o mercado Defi se saiu muito bem esta semana. 

Ethereum (ETH), que de acordo com Mark Cuban é uma grande oportunidade de investimento, teve dificuldades nas últimas semanas, uma vez que não conseguiu ultrapassar os US$ 3.600 de forma decisiva. Mas os touros estão de volta, e assim, a segunda maior criptomoeda é negociada a US$ 3.791 depois de saltar 4,29% em 24 horas. 

Quem também surpreendeu foi a Binance Coin (BNB), em uma tentativa de cumprir as regulamentações na China, a corretora tinha anunciado que vai interromper os negócios de OTC envolvendo o yuan para usuários chineses a partir de 31 de dezembro de 2021. Após a notícia, houve uma breve queda no preço do BNB, que se recuperou rapidamente. 
A recuperação aconteceu depois que a corretora anunciou o lançamento de um fundo de US$ 1 bilhão destinado para aprimorar o ecossistema da Binance Smart Chain (BSC). Sendo assim, agora a criptomoeda da corretora internacional se posiciona em terceiro lugar no ranking de criptomoedas do CoinGoLive.

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