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Até a moeda mais antiga do mundo está morrendo, o que será do real?

moeda mais antiga do mundo

Já imaginou o que seria das suas economias se o real de repente não valesse mais nada?

Pode parecer um absurdo, mas a libra esterlina, que é a moeda estatal mais antiga do mundo ainda em circulação, enxerga uma depreciação de mais de 99% desde a sua concepção.

Antes de ser uma moeda estatal, as pessoas já utilizavam a unidade “pounds” (como a libra é chamada em inglês) para dinheiro. Antigamente, os ingleses usavam pounds para denominar 1 libra de peso de prata, que era uma verdadeira fortuna.

Em sua “época de prata”, com apenas uma libra você era capaz de comprar 15 vacas. Já pensou fazer isso com 1 real?

Em 1694 o primeiro banco central do mundo foi criado, o Banco da Inglaterra, e com ele veio o controle total sobre a moeda e as políticas monetárias. Com mais de três séculos de existência, a Libra pode ser considerada a moeda estatal mais bem sucedida do mundo.

No início, ela foi definida em 12 onças de prata, mas esse lastro se perdeu ao longo do tempo e hoje essa quantidade de prata compra 219,72 libras esterlinas. 

A decadência da melhor moeda estatal do mundo

Foram diversos momentos da história em que a libra esterlina sofreu um baque, mas nada que um banco central não consiga fazer para, aos poucos, sugar o poder de compra dos cidadãos.

A primeira vez que o Reino Unido mudou o valor da sua moeda foi em 1717, quando trocou o lastro da prata para o ouro. Na época, o Mestre da Casa da Moeda era o conhecido físico Isaac Newton, que fixou o preço do ouro em 4,25 libras por onça fina.

Esse valor durou por dois séculos, mas, estranhamente, o dinheiro não era resgatável em ouro em época de guerras. Logo, é questionável se havia reserva fracionária diluindo o poder de compra da moeda para financiar os conflitos bélicos.

Somente em 1914 o país decidiu parar de esconder que não havia reservas suficientes para pagar a quantidade de libras esterlinas em circulação e decretou o calote: o padrão-ouro estava suspenso.

O Reino Unido precisava financiar seus esforços na Primeira Guerra Mundial, que começava naquele ano, e fez muitos empréstimos e imprimiu dinheiro como nunca.

Ao final da guerra, a libra estava extremamente desvalorizada e o país sofria com uma alta inflação de preços.

Em 1925, Winston Churchill tentou retornar ao padrão ouro para salvar a moeda, mas a ideia logo perdeu força em 1931 quando a libra voltou a cair em valor.

Avançando na história, passando por problemas de desemprego e inflação em 1975, bolha da internet em 2000, crise de 2008 e polêmica votação da saída do Reino Unido da União Europeia, temos o gráfico abaixo para comparar o valor da libra com o dólar americano.

Parece um desastre completo? Não enxergando do ponto de vista brasileiro. Essa é a libra esterlina (GBP) comparado ao real (BRL):

A moeda do Reino Unido está muito bem comparada ao papel moeda que o Brasil chama de dinheiro. Mesmo levando em conta que o real só tem 27 anos.

A expectativa de vida média de uma moeda fiduciária é de 27 anos

Os brasileiros nascidos depois de 1994 nunca presenciaram uma troca de padrão monetário, mas elas já aconteceram várias vezes na história do país.

Dos réis ao real, tivemos sete moedas oficiais e a causa da mudança sempre foi a inflação. No Brasil, infelizmente, a alta preferência temporal nunca foi devidamente recompensada.

Os relatos da hiperinflação detalham como as pessoas corriam para fazer suas compras, antes que tudo se tornasse mais caro devido a perda do poder de compra da moeda.

Não são incomuns também as histórias de poupadores que viram o sonho de dar uma vida de abundância aos herdeiros virar pó em moedas antigas debaixo do colchão.

E, com a crescente inflação nos últimos meses e anos, é evidente que esse problema não está no passado. Quando o índice de inflação IGP-M atingiu os dois dígitos, no final do ano passado, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, alertou que o nível era “perigoso para um ex-alcoólatra como o Brasil”.

Chamando o país de um viciado em inflação, Franco comparou o aumento da inflação com um alcoólatra experimentar só um pouco de pinga. E o seu medo, que o IGP-M reflita em um aumento em mais índices de inflação como o IPCA, se concretizou em setembro deste ano.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que alguns respeitados especialistas desconfiam do seu cálculo, atingiu os dois dígitos e não mostra sinal de freio. 

É fato que estamos vendo o enfraquecimento do real, a moeda brasileira está exatamente na média de tempo da morte das moedas estatais. Um estudo da DollarDaze observou 775 moedas fiduciárias e relatou essa média.

Quanto tempo a mais o real durará? Pela nossa conjuntura, não muito. Você está preparado?

O fim do real está próximo e você precisa se proteger, para isso criamos uma série de vídeos sobre esse acontecimento importante que vai marcar uma geração. Não seja pego desprevenido, não perca suas economias, venha se preparar conosco. 

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