Um relatório publicado pela Bitfinex nesta terça-feira (10) revela que baleias (carteiras com mais de 1.000 bitcoins) aumentaram suas posições em 8% desde o topo histórico da criptomoeda em outubro do ano passado.
Por outro lado, os analistas afirmam que ativos de risco podem ser pressionados pelos dados de inflação dos EUA caso o aumento no preço do petróleo impacte os custos de energia, forçando o Fed a subir os juros.
Independente disso, o Bitcoin mostra uma “resiliência inesperada” por ter se mantido em alta mesmo com os conflitos no Irã e dados decepcionantes do relatório de empregos dos EUA.
Preço do Bitcoin está sendo guiado pelo mercado à vista, revela Bitfinex
Em janeiro, a BitMex afirmou que o crash de 10 de outubro, tido como o maior evento de liquidação da história, será estudado por anos. Já a Bitfinex aponta que o mercado vive uma “Grande Desalavancagem”, com o preço sendo guiado pelo mercado à vista.
“O sentimento do varejo segue extremamente cauteloso após uma queda de 52% do topo ao fundo em relação às máximas de outubro de 2025 e, como consequência, a espuma especulativa do sistema foi quase totalmente eliminada”, escreveram os analistas. “Isso fica evidente pelo Leverage Reset Index (LRI) — a razão entre o open interest agregado (OI) e as reservas totais à vista das exchanges — que atingiu uma mínima de vários anos em 0,32.”
“Isso indica que a formação de preços agora está sendo guiada pela demanda física no mercado à vista, e não por derivativos alavancados, preparando o terreno para um rali de reversão à média com alta convicção assim que a volatilidade macroeconômica se comprimir.”
Análise mostra que Bitcoin está preso em uma caixa após ter caído 52%. Fonte: Bitfinex/Reprodução.
Outra mudança vista foi nos ETFs, com players institucionais abandonando o carry trade e entrando em uma fase de alocação estratégica.
Já os dados on-chain mostram que grupos de varejo (carteiras com menos de 10 bitcoins) estão vendendo suas moedas nos últimos 30 dias, mas que baleias (carteiras com mais de 1.000 bitcoins) aumentaram sua exposição à criptomoeda em 8% desde o topo de outubro.
Relatório afirma que disparada do petróleo pode derrubar o Bitcoin
Citando um estudo mais antigo do Banco Central dos EUA, os analistas da Bitfinex notam que cada aumento de US$ 10 no preço do petróleo pode elevar a inflação americana em 0,2%.
“Caso o petróleo dispare em direção a US$ 120 e permaneça nesse nível, o Federal Reserve provavelmente seria forçado a adotar uma postura mais dura, o que invalidaria a tese de recuperação [do Bitcoin].”
Por outro lado, o relatório afirma que a narrativa de ouro digital do Bitcoin pode se fortalecer caso os custos de energia se estabilizem.
Finalizando, a Bitfinex aponta que “a volatilidade implícita at-the-money (ATM) das opções de Bitcoin está elevada, mas não extrema”.
Com as opções de vencimento próximo e