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Banco Central vai injetar 10 vezes mais dinheiro do que na crise de 2008

Bolsonaro atirando dinheiro

Nesta segunda-feira (23), o Banco Central do Brasil anunciou medidas enormes que podem injetar até R$ 1,2 trilhão na economia. Ao tentar conter a crise de 2008, o BC liberou “apenas” 117 bilhões de reais.

O Banco Central decidiu flexibilizar ainda mais as regras do depósito compulsório, que agora vão ser apenas de 17%. Antes de março deste ano os compulsórios deveriam representar pelo menos 31%.

Isso significa um montante massivo de dinheiro que os bancos estão liberados para realizar reserva fracionária, essencialmente multiplicando dinheiro, tornando o sistema mais líquido e mais frágil.

Banco Central resgatando os bancos de novo

Além dessa flexibilização de regras, o Bacen também pretende aumentar a liquidez do mercado secundário de dívida privada, comprando debêntures.

“É o maior plano de injeção de liquidez e capital da história do país. O sistema é sólido e está bem capitalizado. Vamos atravessar bem essa crise”

Banco Central do Brasil, no Twitter.
Plano de ação do Banco Central

Debêntures são basicamente títulos de dívida emitidos por empresas, ou seja, o BC estará resgatando instituições financeiras no mercado, comprando suas dívidas. Será que isso seria uma boa ideia? Qual a sua opinião?

Parece que a opinião de Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, está impressa no primeiro bloco da rede:

“The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks”

Muitos acreditam que ele estava protestando contra o uso de dinheiro público para financiar instituições privadas. Grandes bancos e corporações estavam implorando pelo dinheiro dos pagadores de impostos para o governo.

As mesmas corporações que causaram a crise de 2008 foram socorridas, enquanto milhões de pessoas ao redor do mundo perdiam suas casas, empregos e vidas. Isso está acontecendo de novo, quando será que faremos a transição para uma moeda forte de verdade?

Bitcoin resolve isso?

O Bitcoin essencialmente oferece um refúgio contra a indisciplina monetária. A criptomoeda tem uma oferta limitada e não pode sofrer reserva fracionária, é como se os depósitos compulsórios fossem de 100%.

Com Bitcoin não existe ir no banco sacar seu dinheiro, e ele simplesmente não estar lá porque seu saldo nominal não representa seu saldo real. Não existe isso de algum político confiscar toda a sua poupança. Basta você ter o controle exclusivo de sua carteira, e você estará seguro.

Sim, o preço varia e a volatilidade representa um certo risco, mas o Bitcoin genialmente conseguiu se esquivar da fragilidade do controle centralizado. Qual é o risco que você prefere correr?

Veja também: Bancos e governo querem confiscar dinheiro em meio a crise no Líbano

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