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Bitcoin a $175 mil, Ethereum a $17 mil antes de uma queda no estilo da bolha das pontocom, alerta economista. 

 Em uma entrevista com o apresentador holandês Paul Buitink, publicada em 4 de setembro, Henrik Zeberg, Economista Chefe da SwissBlock, apresentou um roteiro em duas etapas para o Bitcoin e o mercado cripto: um “melt-up” final e poderoso impulsionado por liquidez e momentum, seguido por um colapso ao estilo da bolha das empresas ponto-com, que ele afirma será catalisado por um dólar em alta e condições financeiras mais restritivas. Zeberg argumenta que estamos diante da maior bolha de todos os tempos, com ações, criptomoedas e imóveis subindo ainda mais antes que o ciclo mude. Ele usa a metáfora do Titanic para explicar por que acredita que o sentimento e os sinais macroeconômicos ainda não se tornaram decisivamente negativos.

Zeberg localiza o momento atual no final do ciclo econômico, mas não no ponto de ruptura. Ele observa a ausência, até agora, de gatilhos clássicos de pré-recessão, como rendimentos, spreads de crédito e pedidos iniciais de seguro-desemprego. Com a liquidez global melhorando marginalmente e o Federal Reserve já mudando de tom, ele espera uma fase de alta acentuada, semelhante ao final de 1989 no Japão. Zeberg prevê que o Bitcoin subirá primeiro para “pelo menos” $140.000, atingindo um pico entre $165.000 e $175.000 antes do colapso. Ele projeta o Ethereum próximo a $17.000, assumindo que a proporção ETH/BTC possa se estender para cerca de 0,12 em uma fase tardia de altcoins.

O ponto central de sua tese é o dólar americano. Zeberg está atento a um fundo no índice DXY e, em seguida, a um aumento para 117–120, que, segundo ele, esmagaria ativos de risco à medida que a demanda global por dólares disparasse. Nesse cenário, a preferência por liquidez supera o apetite por risco, o crédito se aperta e o desalavancamento começa, especialmente fora dos EUA, onde as obrigações em dólares colidem com os fluxos de caixa em moeda local. Ele argumenta que o afrouxamento monetário não pode, em última análise, impedir uma virada cíclica uma vez que a economia real entre em declínio. Cortes de juros podem inicialmente impulsionar os mercados, mas os investidores mais experientes interpretarão isso como fraqueza em vez de salvação. Zeberg acredita que o Fed começará com um corte de 25 pontos base neste mês, mas deixa em aberto a possibilidade de um movimento de choque maior. 

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