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Bitcoin a um passo dos US$ 100 mil: Como a inflação dos EUA e a crise no Irã impulsionam as criptomoedas em 2026

O mercado de criptomoedas iniciou 2026 com um fôlego renovado. Na manhã desta quarta-feira (14), o Bitcoin (BTC) superou a marca de US$ 95.000, aproximando-se cada vez mais da histórica barreira psicológica dos seis dígitos. O movimento é sustentado por uma combinação rara de dados econômicos favoráveis nos Estados Unidos, instabilidade geopolítica no Oriente Médio e avanços regulatórios significativos no Congresso americano.

Inflação em queda e o “Pivô” do Fed

O principal motor econômico para a alta recente foi a divulgação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos EUA. Com a inflação mostrando sinais claros de arrefecimento, cresce a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa adotar uma postura mais flexível em relação às taxas de juros.

Analistas apontam que o Bitcoin entrou em um “ponto de compressão” técnica. “A quebra dessa lateralização para cima, impulsionada pelo CPI, abre caminho para os US$ 100 mil ainda este mês”, afirma Guilherme Fais, analista da NovaDAX.

Geopolítica: O Irã e o Papel do Bitcoin como Porto Seguro

Enquanto os mercados tradicionais observam com cautela, o cenário geopolítico tem servido de catalisador para os ativos digitais. O colapso da moeda fiduciária do Irã e as tensões renovadas na Venezuela reforçam a narrativa do Bitcoin como uma reserva de valor resistente à censura e à má gestão estatal.

Além disso, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos envolvendo o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e o presidente do Fed, Jerome Powell. Rumores de investigações e intimações criam um ambiente de incerteza institucional que, paradoxalmente, beneficia ativos descentralizados.

O “Clarity Act”: Regulação como Combustível

No campo regulatório, o otimismo é alimentado pelo avanço do Clarity Act no Senado dos EUA. Com mais de 55% de probabilidade de aprovação, o projeto visa estabelecer regras claras para o setor, protegendo investidores e, ao mesmo tempo, abrindo as portas para uma entrada massiva de capital institucional que ainda estava à margem por falta de segurança jurídica.

Perspectivas para 2026

A Wintermute, uma das maiores formadoras de mercado do mundo, destaca que 2026 será o ano da “revitalização”. Após um 2025 marcado pela consolidação dos ETFs, o foco agora se volta para a expansão das altcoins e o retorno do investidor de varejo, atraído pela valorização do par BTC/ETH.

Com o Bitcoin cotado em torno de R$ 510.000, o sentimento predominante é de que o “inverno cripto” ficou definitivamente para trás, dando lugar a um ciclo de maturidade e integração econômica global.


Nota: Este artigo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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