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Bitcoin Cai Abaixo de US$ 95 Mil em Meio a Tensões Geopolíticas e Volatilidade de Mercado

Mercado de Criptomoedas Enfrenta Retração Significativa em 19 de Janeiro

O mercado de criptomoedas registrou uma queda expressiva nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, com o Bitcoin caindo abaixo de US$ 95 mil e perdendo aproximadamente US$ 98 bilhões em capitalização de mercado. A volatilidade é impulsionada por uma combinação de fatores geopolíticos, incertezas comerciais e baixa liquidez no mercado global.

Bitcoin Sob Pressão: Testando Suportes Críticos

O Bitcoin, maior criptomoeda por capitalização de mercado, está sendo negociado em torno de US$ 93 mil (aproximadamente R$ 501 mil), representando uma queda de cerca de 2% nas últimas 24 horas. A moeda digital recuou brevemente abaixo de US$ 92 mil e agora testa suportes críticos em US$ 80 mil a US$ 87 mil, níveis que marcam a abertura anual.

Analistas alertam para possível volatilidade contínua esta semana, com risco de correção adicional antes de uma possível recuperação, caso as incertezas macroeconômicas diminuam.

Ethereum Bate Recorde de Atividade Apesar da Queda

Em contraste com a pressão sobre o Bitcoin, o Ethereum registrou um marco importante: a rede alcançou atividade recorde com 2,1 milhões de transações diárias, representando um aumento de 14% em apenas duas semanas. As taxas de transação caíram para frações dos níveis históricos, refletindo melhorias significativas na eficiência da rede.

O staking do Ethereum permanece estável, com fila de saída de validadores em zero, sinalizando confiança dos participantes na rede. No entanto, Vitalik Buterin, criador do Ethereum, alertou sobre o risco de “inchaço” no protocolo, enfatizando a necessidade de simplificação para garantir a sustentabilidade de longo prazo.

Outros Ativos Digitais em Queda

Além do Bitcoin e Ethereum, outras criptomoedas também sofreram pressão:

  • Solana (SOL): -5,89% em 24 horas
  • Dogecoin (DOGE): -6,83% em 24 horas
  • Cardano (ADA): -5,41% em 24 horas
  • TRON (TRX): -0,56% em 24 horas

Fatores Geopolíticos e Macroeconômicos Amplificam Volatilidade

A queda do mercado cripto ocorre em um contexto de tensões geopolíticas e incertezas comerciais globais. Tensões tarifárias entre os EUA e a União Europeia, além de disputas comerciais envolvendo a Groenlândia, aumentaram o medo entre investidores sobre possíveis impactos econômicos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento global do PIB de 3,3% em 2026, mas alerta para riscos geopolíticos elevados em regiões como Oriente Médio, Ucrânia, Ásia e América Latina. Para o Brasil especificamente, o FMI cortou a projeção de crescimento para apenas 1,6% em 2026, devido a tarifas sobre exportações e riscos regionais.

Baixa Liquidez Amplifica Movimentos de Preço

A volatilidade foi amplificada pela baixa liquidez no mercado global. Nova York permaneceu fechada por feriado de Martin Luther King Jr., enquanto bolsas asiáticas apresentaram movimento neutro e europeias registraram quedas. Liquidações de US$ 788 milhões em futuros de criptomoedas contribuíram para a pressão de venda.

Analistas apontam que a ausência de indicadores econômicos chave e a decisão sobre juros chineses (LPRs) esperada para hoje adicionam incerteza ao mercado. Dados importantes dos EUA, como PIB e PCE, estão previstos para quinta-feira, 22 de janeiro.

Sinais Positivos em Meio à Turbulência

Apesar da queda, existem sinais positivos no mercado. Os dados on-chain do Bitcoin mostram recuperação de demanda, e os ETFs de Bitcoin e Ethereum registraram entradas de US$ 1,9 bilhão na semana passada, demonstrando interesse institucional contínuo.

Regulação nos EUA: Impasse Continua

No front regulatório, o cenário permanece incerto. O Congresso dos EUA aprovou o Digital Asset Market Clarity Act (H.R. 3633) em julho de 2025, concedendo à CFTC jurisdição sobre mercados de criptomoedas, enquanto a SEC mantém autoridade sobre valores mobiliários. No entanto, o projeto enfrentou resistência significativa no Senado.

A Coinbase, maior exchange cripto dos EUA, retirou seu apoio à versão do Senado após mudanças no texto que incluíram restrições a operações de DeFi, proibição de juros em stablecoins e limitações a ações tokenizadas. Essa retirada de apoio levou ao cancelamento da votação no Comitê Bancário do Senado, reacendendo temores sobre estagnação na reforma regulatória americana.

Brasil Avança em Regulação Cripto

Enquanto os EUA enfrentam impasse regulatório, o Brasil segue em direção oposta. O país implementará regras do Banco Central para exchanges a partir de 2 de fevereiro de 2026, consolidando sua posição como líder em volume de operações cripto na América Latina.

Perspectivas para os Próximos Dias

Analistas preveem que a volatilidade deve continuar esta semana, com atenção especial aos dados econômicos dos EUA e às decisões de política monetária global. A recuperação do mercado cripto dependerá da redução das incertezas geopolíticas e de sinais mais claros sobre a trajetória das taxas de juros.

Investidores devem manter cautela e acompanhar de perto os desenvolvimentos regulatórios e macroeconômicos que podem impactar significativamente os preços das criptomoedas nos próximos dias.

Conclusão

O mercado de criptomoedas enfrenta um período de volatilidade significativa, refletindo incertezas geopolíticas e macroeconômicas mais amplas. Enquanto o Bitcoin testa suportes críticos, o Ethereum continua demonstrando força técnica com recordes de atividade. A regulação segue como fator-chave, com avanços no Brasil contrastando com impasses nos EUA. Investidores devem permanecer vigilantes e bem informados sobre os desenvolvimentos que moldarão o mercado cripto nos próximos meses.

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