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Bitcoin cai após Trump anunciar tarifas globais de 15% e mercado espera mais queda      

 O Bitcoin voltou a operar sob forte pressão nesta segunda-feira (23) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar planos para elevar tarifa globais de importação para até 15%.
O anúncio do presidente americano aumentou o clima de incerteza nos mercados internacionais e provocou um sentimento negativo entre investidores, levando o bitcoin a recuar mais de 5% e perder o patamar dos US$ 65 mil nas primeiras horas do dia.
Tal queda acontece junto com uma divergência incomum entre o mercado cripto e as bolsas asiáticas, que registraram alta no início do pregão, sugerindo que ativos digitais estão sendo tratados de forma mais sensível ao risco macroeconômico neste momento.
bitcoin 23 02 2026 grafico
Desde outubro do ano passado, quando ultrapassou a marca de US$ 125 mil, o Bitcoin vem enfrentando uma forte realização de lucros. Apenas em 2026, a criptomoeda já acumula desvalorização de cerca de 26%, ampliando as perdas para mais de 47% desde o topo histórico recente.
Para especialistas, a elevação repentina nas tarifas comerciais tem incentivado investidores a reduzir exposição a ativos considerados mais voláteis, como criptomoedas. O temor é que a medida seja o início de uma deterioração mais ampla no ambiente econômico global, capaz de desencadear uma queda mais profunda nos mercados financeiros.
Enquanto isso, investidores observam o aumento da presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, como nas proximidades do Irã. Na última semana, Trump indicou que deve decidir dentro de dez dias sobre a possibilidade de autorizar ataques militares contra o país, elevando o risco de um conflito regional com potencial para afetar fluxos comerciais internacionais e pressionar ainda mais os mercados.
O que está fazendo o Bitcoin cair
De acordo com Markus Thielen, chefe de pesquisa da plataforma de inteligência de mercado 10x Research, a recente queda do Bitcoin não está ligada a um único fator isolado, mas sim à combinação de baixa liquidez e falta de convicção entre investidores institucionais.
Ele avalia que o atual movimento se encaixa em uma fase típica de mercado de baixa, caracterizada por volumes reduzidos e elevada incerteza, especialmente em um contexto político marcado pelas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Enquanto isso, a busca por proteção impulsionou o ouro físico, que subiu mais de 1% no mercado à vista, uma divergência em relação ao Bitcoin — frequentemente chamado de “ouro digital”, inclusive pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
A mudança de comportamento indica que, em momentos de tensão econômica e geopolítica, investidores ainda tendem a priorizar ativos tradicionais em detrimento de alternativas digitais.
O Ethereum, segunda maior criptomoeda do mercado, acompanhou o movimento de queda e recuou mais de 3%, sendo negociado abaixo de US$ 1.900. No início de fevereiro, o Bitcoin chegou a tocar US$ 63.119, atingindo seu menor ní 

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