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Bitcoin Cai para Menor Nível em 9 Meses: Mercado Cripto Enfrenta Liquidações Massivas e Incerteza Geopolítica

Mercado de Criptomoedas em Colapso: Bitcoin Abaixo de US$ 80 Mil

O mercado de criptomoedas registra seu pior desempenho em meses neste 1º de fevereiro de 2026. Bitcoin (BTC) caiu para US$ 78.634, marcando seu menor nível em 9 meses, enquanto Ethereum (ETH) desabou 8,85%, operando abaixo de US$ 2.400. A queda acentuada reflete liquidações massivas em contratos futuros e uma onda de aversão ao risco que se estende por toda a economia global.

Números Alarmantes: Liquidações Superam US$ 2,5 Bilhões

Dados da CoinGlass revelam que US$ 2,53 bilhões em posições foram liquidadas nas últimas 24 horas, com a maioria sendo apostas de alta (long positions). Bitcoin liderou as perdas com US$ 765 milhões em liquidações, enquanto Ethereum registrou US$ 1,14 bilhão. A capitalização de mercado global das criptomoedas caiu 4,95% em 24 horas, chegando a US$ 2,66 trilhões.

O cenário é ainda mais preocupante quando observamos o desempenho de 5 dias: Bitcoin perdeu 10% neste período, enquanto altcoins sofreram quedas ainda mais severas. XRP caiu 10% para US$ 1,58, Solana desabou 14% para US$ 101, e Dogecoin recuou 13% para US$ 0,10.

Ethereum Registra Pior Janeiro Desde 2017

O desempenho de Ethereum em janeiro de 2026 foi particularmente desastroso. A segunda maior criptomoeda por capitalização registrou retorno de -17,52% no mês, marcando seu terceiro pior janeiro desde 2017. A queda é ainda mais dramática quando consideramos que ETH atingiu pico de US$ 5.000 em agosto de 2025, perdendo mais de 50% de seu valor desde então.

Apesar da volatilidade, ETFs de Ethereum nos EUA registraram entradas de US$ 28 milhões, sugerindo que alguns investidores institucionais veem a queda como oportunidade de compra.

Fatores Macroeconômicos Amplificam a Crise

A queda das criptomoedas não ocorre em isolamento. Vários fatores macroeconômicos convergem para criar uma tempestade perfeita:

Indicação de Kevin Warsh ao Fed: A nomeação de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve sinalizou políticas anti-inflacionárias mais agressivas e possível redução do balanço patrimonial, afastando investidores de ativos de risco como criptomoedas.

Saídas de ETFs de Bitcoin: ETFs de Bitcoin nos EUA registraram saídas de US$ 1,5 bilhão na semana, indicando que investidores institucionais estão reduzindo exposição ao ativo.

Paralisação do Governo dos EUA: A incerteza política nos EUA contribui para aversão ao risco global, beneficiando ativos defensivos como ouro em detrimento de criptomoedas.

Temores com Bolha de IA: Preocupações crescentes sobre uma possível bolha no setor de inteligência artificial também afetam o apetite por ativos de risco.

Mineração de Bitcoin Sofre Maior Queda Desde 2021

O setor de mineração de Bitcoin também enfrenta pressão significativa. O hashrate de mineração caiu 12% desde novembro de 2025, chegando a cerca de 970 EH/s, o menor nível desde setembro de 2025. A queda é atribuída a condições climáticas extremas nos EUA, que aumentaram custos de energia para mineradores.

Esta é a maior queda no poder de mineração desde o final de 2021, quando a China banniu a mineração de criptomoedas no país.

Analistas Divididos Sobre Perspectivas Futuras

A comunidade de analistas está dividida sobre as perspectivas para Bitcoin em 2026. Enquanto alguns veem sinais de capitulação do mercado e possível início de bear market, outros acreditam que a recuperação pode começar após o fim de semana.

Previsões mais pessimistas incluem:

  • Peter Brandt: Bitcoin em US$ 60 mil até o terceiro trimestre de 2026
  • Jurrien Timmer (Fidelity): 2026 como “ano de mínimos”, com BTC em US$ 65 mil
  • PlanC: Possível mínimo cíclico entre US$ 75-80 mil
  • Poly Market: 98% de chance de queda em fevereiro

Por outro lado, analistas mais otimistas sugerem que o mercado pode encontrar suporte em níveis mais altos e iniciar recuperação gradual.

Brasil Implementa Novas Regulações para Stablecoins

Em meio à turbulência global, o Brasil avança em sua agenda regulatória de criptomoedas. A partir de 2 de fevereiro de 2026 (amanhã), as stablecoins privadas passam a ser tratadas como operações de câmbio, exigindo que as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) obtenham autorização do Banco Central do Brasil (BCB).

As novas regras exigem que as SPSAV mantenham reservas equivalentes a 100% do valor das stablecoins emitidas e cumpram requisitos adicionais de governança. O objetivo é aumentar a transparência e segurança das negociações, além de combater atividades criminosas.

O Banco Central também continua desenvolvendo o Drex, uma versão digital do real que promete democratizar o acesso aos benefícios da economia digital, tornando as transações financeiras mais simples, eficientes e seguras.

Contexto Geopolítico Amplifica Incerteza

A volatilidade das criptomoedas também reflete tensões geopolíticas mais amplas. A administração Trump adota uma postura agressiva contra Irã e China, com potencial para elevar preços de energia e criar instabilidade econômica global.

Neste contexto de incerteza, metais preciosos como ouro ganham destaque como refúgio contra inflação e represão financeira. O dólar mais fraco também afeta negativamente Bitcoin em moedas estrangeiras, contribuindo para a queda observada.

Perspectivas para Fevereiro e Além

O mercado de criptomoedas enfrenta um período crítico. A convergência de fatores macroeconômicos negativos, liquidações massivas e incerteza geopolítica cria um ambiente desafiador para investidores.

Fevereiro de 2026 pode ser decisivo. Se Bitcoin conseguir encontrar suporte acima de US$ 75 mil, pode iniciar uma recuperação gradual. Caso contrário, quedas adicionais em direção aos níveis de US$ 60-65 mil previstos por alguns analistas são possíveis.

Investidores devem monitorar atentamente indicadores macroeconômicos, decisões do Federal Reserve e desenvolvimentos geopolíticos que possam afetar o apetite por risco global.

Conclusão

O mercado de criptomoedas em 1º de fevereiro de 2026 representa um ponto de inflexão crítico. Bitcoin em seu menor nível em 9 meses, liquidações massivas e incerteza macroeconômica criam um cenário desafiador. Enquanto alguns veem oportunidade de compra, outros alertam para possíveis quedas adicionais. O que é certo é que o mercado permanece volátil e exige atenção constante dos participantes.

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