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Bitcoin Cai para US$ 66 Mil em Meio a Saídas de ETFs e Pressão Macroeconômica Global

Mercado de Criptomoedas Enfrenta Correção Significativa em Fevereiro de 2026

O mercado de criptomoedas passa por um período de pressão intensa nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026. O Bitcoin, maior criptomoeda do mundo, opera na casa dos US$ 66 mil, consolidando uma queda expressiva que devolveu entre 30% e 50% dos ganhos obtidos em 2025, quando atingiu a marca histórica de US$ 126 mil.

Bitcoin Testa Suportes Críticos

A capitalização total do mercado cripto perdeu US$ 25 bilhões nas últimas 24 horas, situando-se em aproximadamente US$ 2,28 trilhões. O Bitcoin mantém-se numa faixa de consolidação entre US$ 65 mil e US$ 70 mil desde 7 de fevereiro, testando níveis de suporte críticos que podem determinar o próximo movimento do mercado.

Analistas técnicos apontam um padrão de triângulo com tendência descendente. Caso o Bitcoin não encontre força compradora, o próximo alvo de queda pode chegar a US$ 55 mil, conforme alertam especialistas da Coin Bureau. Alguns analistas mais pessimistas apontam até US$ 52.305 como possível piso técnico.

Saídas Massivas de ETFs Pressionam o Mercado

Um dos fatores mais preocupantes para investidores institucionais é o fluxo negativo de capital dos ETFs de Bitcoin spot. Os fundos registraram mais de US$ 230 bilhões em saídas nas últimas duas sessões, consolidando a quinta semana consecutiva de saldo negativo. Apenas em fevereiro, os ETFs de Bitcoin à vista tiveram uma saída líquida de US$ 916,11 milhões.

Essa redução tática de exposição reflete maior incerteza macroeconômica entre investidores institucionais, embora analistas do Mercado Bitcoin ressaltem que isso não necessariamente indica mudança estrutural na tese de longo prazo dos investidores.

Capitulação do Varejo e Sentimento Extremamente Pessimista

O volume de negociação à vista de Bitcoin atingiu o nível mais baixo desde 2023, sinalizando capitulação do investidor de varejo. O Índice de Medo e Ganância marcou apenas 9 pontos, indicando “medo extremo” no mercado. Dados mostram baixa demanda e pressão vendedora contínua em toda a indústria cripto.

As altcoins sofrem ainda mais intensamente, com quedas que representam as maiores perdas em 5 anos. A Optimism (OP) lidera as desvalorizações com queda de 14%, aproximando-se de sua mínima histórica. Analistas alertam que o mercado passa por uma “seleção darwiniana”, em que apenas projetos com adoção real sobreviverão.

Contexto Macroeconômico e Geopolítico

A pressão sobre o Bitcoin não é isolada. Tensões geopolíticas globais, incertezas econômicas e a postura cautelosa do Federal Reserve contribuem para o pessimismo. Embora dados de inflação dos Estados Unidos tenham vindo abaixo das expectativas, a ata do Fed reforçou uma abordagem conservadora, buscando confirmação consistente antes de iniciar qualquer flexibilização monetária.

As expectativas de cortes de juros foram moderadas, com mercado precificando apenas dois cortes em 2026, sendo o primeiro não antes de junho. Esse cenário de liquidez mais restrita pressiona ativos de risco como criptomoedas.

Regulação Global Avança em Meio à Turbulência

Paradoxalmente, enquanto o mercado enfrenta pressão de preços, a regulação de criptomoedas avança globalmente. Nos Estados Unidos, a SEC sob Paul Atkins acelera a “Clarity Act” para definir tokens como valores mobiliários, migrando de punição para diretrizes claras. O Federal Reserve abriu “master accounts reduzidas” para empresas cripto em fevereiro de 2026.

No Brasil, o Banco Central implementou normas para ativos virtuais desde 2 de fevereiro, classificando-os em quatro grupos de risco com limites de exposição até 2028. A Receita Federal reforçou o rastreio de operações acima de R$ 30 mil mensais, com alíquota fixa de 15% no Imposto de Renda 2026.

Na Europa, a DAC8 exige reporte fiscal de criptoativos desde 1º de janeiro, enquanto a MiCA (Markets in Crypto-Assets Regulation) entra em fase decisiva, elevando conformidade para provedores.

Perspectivas Técnicas e Cenários Futuros

Se houver força compradora, o Bitcoin poderia encontrar resistência entre US$ 72 mil e US$ 75 mil por concentração de oferta nesses níveis. Um rompimento acima de US$ 74.665 cancelaria a tendência de baixa, com potencial alvo acima de US$ 78.575.

O mercado de opções registra proteção significativa, com a opção de venda em US$ 40 mil tornando-se uma das maiores posições em aberto para 27 de fevereiro, sugerindo que investidores sofisticados estão se protegendo contra quedas ainda mais severas.

Impactos Institucionais e Confiança

A confiança no setor também foi abalada por movimentos corporativos. A Gemini, uma das principais exchanges de criptomoedas, demitiu seu diretor financeiro (CFO), diretor jurídico (CLO) e diretor de operações (COO) em meio a cortes operacionais, prolongando preocupações sobre as perspectivas de longo prazo da bolsa.

Análise Final

O mercado de criptomoedas em fevereiro de 2026 encontra-se numa encruzilhada. De um lado, avanços regulatórios nos EUA, Brasil e Europa sinalizam legitimação institucional e integração ao sistema financeiro tradicional. Do outro, pressão de preços, saídas institucionais e sentimento extremamente pessimista criam um ambiente desafiador para investidores.

A próxima semana será crucial para determinar se o Bitcoin encontrará suporte em US$ 66 mil ou se continuará testando níveis mais baixos. Investidores devem acompanhar de perto os indicadores técnicos, fluxos institucionais e desenvolvimentos macroeconômicos globais que continuam moldando o mercado cripto.

Fontes: Portal do Bitcoin, InfoMoney, Exame, Estadão, BeInCrypto, Cointimes, TradingView

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