Cointimes

Bitcoin Cai para US$ 73 Mil em Fevereiro: Entenda a Crise de Confiança e os Sinais de Recuperação

Bitcoin Enfrenta Pressão Histórica Enquanto Mercado Especula Sobre Suportes de Preço

O Bitcoin operou em queda significativa nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, recuando aproximadamente 1,44% para US$ 73.793,58, enquanto o Ethereum caía 1,86% para US$ 2.136,95. A volatilidade reflete um momento crítico para o mercado de criptomoedas, marcado por saídas institucionais massivas, incertezas macroeconômicas e uma mudança fundamental na dinâmica dos ciclos de preço do Bitcoin.

Os Fatores por Trás da Queda

A pressão sobre o Bitcoin não é isolada. Segundo análise do Deutsche Bank, o mercado cripto enfrenta uma perda significativa de interesse de investidores tradicionais. A adoção de criptomoedas nos Estados Unidos caiu de 17% em julho de 2025 para apenas 12% atualmente, sinalizando um arrefecimento da euforia institucional que caracterizou o final de 2025.

Os saques de ETFs de Bitcoin atingem bilhões de dólares mensalmente desde outubro de 2025, indicando que grandes investidores estão reduzindo suas posições. Esse movimento é amplificado pela nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, que gera especulação sobre a trajetória futura das taxas de juros e políticas monetárias globais.

A volatilidade global, combinada com um cenário monetário mais restritivo, cria um ambiente desafiador para ativos de risco como as criptomoedas. Grandes fundos continuam exercendo pressão sobre os preços, enquanto traders alavancados amplificam as oscilações do mercado.

Onde o Bitcoin Pode Cair?

A Galaxy Digital, uma das principais instituições de análise cripto, alertou para um possível declínio adicional de 38% desde a máxima histórica de outubro de 2025. Isso colocaria o Bitcoin em níveis entre US$ 56 mil e US$ 58 mil, representando uma queda de mais de 20% a partir dos níveis atuais.

Os mercados de previsão indicam probabilidades preocupantes: há 50% de chance de o Bitcoin negociar abaixo de US$ 55 mil até o final de 2026, e 78% de probabilidade de cair para US$ 65 mil. A linha de tendência de US$ 68 mil é vista por traders como um possível piso para o preço.

Apesar desse cenário pessimista, analistas observam que a redução na realização de lucros por holders de longo prazo sugere que o mercado pode estar próximo de um fundo, criando oportunidades para investidores com horizonte temporal estendido.

Sinais de Possível Recuperação

Nem tudo são más notícias. Após cair para níveis de suporte em torno de US$ 74.600, o Bitcoin iniciou uma recuperação para aproximadamente US$ 78.300, sugerindo que o mercado pode estar testando suportes antes de uma possível alta.

Indicadores técnicos apontam para uma consolidação ativa, com sinais sugerindo um possível breakout volátil para a faixa de US$ 80 mil a US$ 100 mil. Entradas renovadas em ETFs e redução da venda por baleias (grandes detentores) indicam que alguns investidores institucionais estão aproveitando os preços mais baixos para acumular posições.

A aprovação da Lei CLARITY nos Estados Unidos, esperada até o final de fevereiro, poderia impulsionar uma recuperação significativa ao fornecer clareza regulatória para o setor cripto.

A Transformação do Ciclo de Quatro Anos do Bitcoin

Um desenvolvimento importante está ocorrendo nos fundamentos do mercado de Bitcoin. O ciclo histórico de quatro anos — tradicionalmente determinado por halvings e choques de oferta — está evoluindo significativamente em 2026.

Analistas institucionais acreditam que esse padrão sofreu uma mutação ou chegou ao seu fim natural. A mudança é atribuída à maturação do Bitcoin como ativo macroeconômico, influenciado pela adoção institucional através de ETFs, tesourarias corporativas e pelo aumento da capitalização de mercado.

Agora, o ciclo do Bitcoin se correlaciona mais com a liquidez global e as políticas do Federal Reserve do que com recompensas de mineração. Isso significa que o preço do Bitcoin está cada vez mais integrado aos mercados financeiros tradicionais, respondendo a fatores macroeconômicos globais.

Contexto Geopolítico e Regulatório

A volatilidade do mercado cripto também reflete tensões geopolíticas crescentes. A chamada “guerra do dólar digital” entre Estados Unidos e China está moldando o cenário regulatório global.

Os EUA congelaram US$ 10 bilhões em wallets de e-CNY (yuan digital chinês) e elevaram seu hashrate de mineração para 35% do total global. Enquanto isso, a China criminalizou a mineração de criptomoedas, com penas de até 10 anos de prisão, enquanto processa US$ 2 trilhões em transações de e-CNY em 60 países da iniciativa Belt and Road.

No Brasil, o cenário é mais construtivo. O Banco Central conclui o piloto do Drex (CBDC brasileira), com adoção obrigatória para transações acima de R$ 100 mil prevista para o terceiro trimestre de 2026. A Aneel oficializou o blockchain como tecnologia para o setor elétrico, abrindo oportunidades de tokenização e transparência.

Tokenização: A Próxima Fronteira

Um desenvolvimento crucial em 2026 é a tokenização de ativos, que atua como ponte entre mercados tradicionais e o ecossistema digital. Treasuries tokenizados já atingem US$ 10 bilhões, enquanto plataformas como NYSE e Nasdaq avançam em infraestruturas para negociação de securities tokenizados.

Na Europa, ETFs de Bitcoin atraem influxos de US$ 450 milhões, demonstrando que a adoção institucional continua, apesar da volatilidade de curto prazo.

O Que Esperar nos Próximos Dias

O mercado de criptomoedas enfrenta um período crítico. A volatilidade de curto prazo é esperada, com riscos de novos declínios se as vendas forçadas continuarem. No entanto, o longo prazo permanece construtivo, com adoção institucional crescente e clareza regulatória emergindo em várias jurisdições.

Investidores experientes estão monitorando níveis de suporte críticos (US$ 68 mil, US$ 65 mil e US$ 55 mil) enquanto avaliam oportunidades de acumulação em preços mais baixos. A aprovação da Lei CLARITY e o progresso do Drex no Brasil são eventos-chave a acompanhar.

Para aqueles com horizonte temporal estendido, a atual volatilidade pode representar uma oportunidade de acumular Bitcoin a preços mais acessíveis, especialmente considerando a escassez estrutural do ativo e sua crescente integração aos mercados financeiros globais.

Conclusão

O Bitcoin em fevereiro de 2026 reflete as tensões de um mercado em transição. A queda para US$ 73 mil é preocupante para traders de curto prazo, mas sinais técnicos e comportamentais sugerem que o mercado pode estar próximo de um fundo. A aprovação de legislação favorável, o progresso das CBDCs e a tokenização de ativos continuam abrindo caminhos para a adoção cripto de longo prazo, mesmo em meio à volatilidade presente.

Advertising

© 2026 All Rights Reserved.

Descubra mais sobre Cointimes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading