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Bitcoin Cai para US$ 77 Mil em Fevereiro: Mercado Cripto Enfrenta Pressão Geopolítica e Liquidações Massivas

Bitcoin Recua Enquanto Ethereum Sofre Queda Mais Acentuada

O mercado de criptomoedas iniciou fevereiro de 2026 sob pressão significativa, com Bitcoin (BTC) negociado a US$ 77.656 e Ethereum (ETH) registrando perdas mais severas. De acordo com dados da Binance e Money Times, o Bitcoin apresenta queda de 0,85% nas últimas 24 horas, 11,57% na semana e 11,26% no ano até agora.

O Ethereum, por sua vez, sofre impacto ainda maior, com cotação em US$ 2.279,78, representando queda de 4,43% em 24 horas, 21,16% em sete dias e 23,16% no acumulado do ano. Outras criptomoedas também registram desempenho negativo: Solana (SOL) a US$ 102,94 (-0,95% em 24h) e XRP a US$ 1,61 (-1,02% em 24h).

Liquidações de US$ 2,5 Bilhões Intensificam Queda

O fim de semana foi marcado por liquidações massivas de posições long no mercado de derivativos. Aproximadamente US$ 2,5 bilhões em posições alavancadas foram liquidadas, forçando o Bitcoin a tocar suporte crítico em US$ 74.500 no domingo (1º de fevereiro).

Esse movimento reflete a volatilidade estrutural do mercado cripto, onde investidores alavancados enfrentam margens de segurança reduzidas em períodos de incerteza. O Bitcoin encerrou janeiro com queda superior a 10%, marcando a pior sequência mensal desde 2019.

Contexto Macroeconômico e Geopolítico

A pressão sobre as criptomoedas não é isolada. O cenário geopolítico global em 2026 apresenta múltiplos fatores de risco que afetam mercados financeiros como um todo. Tensões entre Estados Unidos e China, negociações sobre Groenlandia, conflitos contínuos na Ucrania e Oriente Médio, além de aumento estrutural em gastos de defesa, criam um ambiente de volatilidade elevada.

Segundo análises do FMI, a inflação mundial deverá descer para 3,8% em 2026, impulsionada por menor demanda e preços energéticos mais baixos. No entanto, a fragmentação comercial persiste, limitando o crescimento global e aumentando a aversão ao risco em ativos especulativos como criptomoedas.

O Bitcoin, historicamente considerado um ativo defensivo, não conseguiu manter essa posição em janeiro. Enquanto o ouro subiu, o Bitcoin caiu, sugerindo que investidores estão buscando proteção em ativos mais tradicionais durante períodos de incerteza geopolítica.

Perspectivas para Fevereiro: Possível Zona de Fundo

Analistas indicam que o Bitcoin pode estar se aproximando de uma zona de fundo potencial. Previsões de inteligência artificial divergem sobre o preço médio até 28 de fevereiro: o modelo Claude Sonnet projeta alta para US$ 82.500, enquanto Gemini e ChatGPT indicam possíveis quedas para US$ 72.500-75.000.

A recuperação do mercado dependerá de fatores críticos: melhora na liquidez global, redução de taxas de juros, avanços regulatórios nos EUA e retomada do apetite por risco entre investidores institucionais.

Inovações em Blockchain e Stablecoins

Apesar da pressão nos preços, o setor continua inovando. A Tether, através de seu CEO Paolo Ardoino, anunciou expansão ambiciosa além de finanças tradicionais, investindo bilhões em redes descentralizadas, mídia social P2P, inteligência artificial e satélites. A USDT consolidou-se como stablecoin dominante, especialmente em mercados emergentes como África.

A Fidelity também entrou no mercado de stablecoins, lançando a FIDD para transações internas, custódia e gestão de reservas. Esses desenvolvimentos indicam que grandes instituições financeiras continuam apostando na tecnologia blockchain, mesmo durante períodos de volatilidade de preços.

Oportunidades em Altcoins Resilientes

Enquanto Bitcoin e Ethereum enfrentam pressão, alguns projetos demonstram resiliência. Arbitrum (ARB) lidera entre rollups de Ethereum em valor travado, com incentivos e redistribuição de tokens esperados. Hyperliquid destaca-se por gerar receita mesmo em cenários adversos de mercado.

Especialistas apontam que criptomoedas focadas em escalabilidade, uso prático e adaptabilidade regulatória tendem a se recuperar mais rapidamente quando o apetite por risco retorna.

Evento Importante: “What’s Next for Fintech & Crypto 2026”

A comunidade cripto se reúne em 4 de fevereiro em Nova York para o evento “What’s Next for Fintech & Crypto 2026”, com participação de líderes da indústria como Anthony Pompliano. O foco será em tendências regulatórias e oportunidades emergentes no setor.

Conclusão: Volatilidade Esperada, Fundamentos Intactos

Fevereiro de 2026 começou com volatilidade significativa no mercado cripto, refletindo tanto dinâmicas internas do setor quanto pressões macroeconômicas e geopolíticas globais. Enquanto Bitcoin e Ethereum enfrentam correções importantes, os fundamentos da tecnologia blockchain permanecem intactos.

Investidores e analistas monitoram atentamente os próximos dias em busca de sinais de estabilização. A recuperação dependerá de melhorias nas condições de liquidez global e redução das tensões geopolíticas que atualmente pressionam mercados financeiros em todo o mundo.

Fontes: Binance, Money Times, InfoMoney, Cointelegraph, Fortune, FMI

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