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Bitcoin consolida em US$ 66 mil enquanto SEC acelera agenda cripto nos EUA

São Paulo, Thu, February 19, 2026 — O bitcoin (BTC) voltou a operar na região de US$ 66 mil nesta quinta-feira (19), em leve queda no dia, em um ambiente de volatilidade comprimida e com o mercado digerindo dois vetores que têm guiado os preços em 2026: liquidez global mais restrita e mudanças no tom regulatório em Washington.

Bitcoin em faixa estreita e volatilidade baixa: o que isso costuma sinalizar

Nas últimas semanas, o BTC tem oscilado em um intervalo relativamente apertado. Em análises citadas pela imprensa especializada, a leitura é que a queda da volatilidade — especialmente após o início de fevereiro — tende a anteceder movimentos mais amplos, para cima ou para baixo. O ethereum (ETH) também recuava, sendo negociado ao redor de US$ 1.959, com desempenho mais fraco no acumulado do ano.

Altcoins sob pressão: vendas no maior nível em cinco anos

Enquanto o bitcoin encontra suporte relativo, as altcoins seguem como o elo mais frágil. Dados reportados por veículos do setor indicam que a pressão vendedora em altcoins atingiu o maior nível em cinco anos, com saídas líquidas estimadas em US$ 209 bilhões — um sinal de retirada do investidor de varejo e de demanda ainda concentrada nos ativos mais líquidos do mercado.

O movimento reforça uma dinâmica observada desde o fim de 2025: capital mais seletivo, maior penalização para tokens de menor liquidez e ciclos de “picos de narrativa” com reversões rápidas.

Macro pesa: juros mais altos por mais tempo e aperto de liquidez

O pano de fundo macroeconômico permanece determinante. Com a inflação nos EUA ainda acima da meta, cresce a percepção de que o Federal Reserve terá menos espaço para cortes agressivos de juros em 2026. Na prática, isso mantém o custo do dinheiro elevado e limita a expansão de liquidez — combustível tradicional para ralis em ativos de risco.

Além disso, fevereiro tem sido marcado por maior cautela em produtos institucionais. Reportagens apontam para saídas em ETFs de bitcoin em parte do mês, sugerindo redução tática de exposição por gestores enquanto o mercado busca um “novo equilíbrio” após a correção do pós-topo de 2025.

SEC sinaliza virada de estratégia e prepara novas regras

Em paralelo ao cenário de preços, o noticiário regulatório ganhou força. Segundo publicações desta quinta-feira, o presidente da SEC, Paul S. Atkins, afirmou que a autarquia pretende avançar em iniciativas para o setor cripto “nas próximas semanas e meses”, incluindo colaboração com a CFTC e esclarecimentos sobre pontos-chave do mercado.

Entre os itens mencionados estão discussões sobre o enquadramento do conceito de “contrato de investimento”, possíveis caminhos para orientar carteiras e interfaces quanto a obrigações de registro, além de temas de custódia e adaptações para acomodar o uso de blockchain em processos de registro e transferência.

Clarity Act: Congresso pode votar marco legal em 2026

No radar do setor, o chamado Clarity Act aparece como potencial divisor de águas ao buscar definir, de forma mais objetiva, quando tokens digitais devem ser tratados como valores mobiliários. Parlamentares têm indicado que o tema pode avançar no primeiro semestre de 2026.

Para o mercado, o impacto tende a ser estrutural: mais previsibilidade jurídica para empresas e investidores, mas também maior exigência de conformidade em segmentos específicos. Em períodos de incerteza macro, clareza regulatória costuma ser um dos poucos fatores capazes de reduzir prêmio de risco — e, em tese, destravar parte do capital institucional que permanece à margem.

O que observar daqui para frente

No curto prazo, analistas citados por veículos especializados apontam três variáveis como decisivas para o próximo movimento do mercado:

  • Comunicação do Fed e dados de inflação/atividade nos EUA, que moldam expectativa de juros;
  • Fluxos em ETFs e produtos institucionais, que funcionam como termômetro de apetite por risco;
  • Velocidade do debate regulatório (SEC/CFTC e Congresso), com foco em definições sobre custódia e classificação de tokens.

Por enquanto, o quadro combina um bitcoin lateralizado, um mercado mais seletivo e altcoins sob forte pressão — com a política monetária e o avanço (ou não) de regras claras nos EUA servindo como gatilhos para a próxima fase do ciclo.


Fontes: Money Times; Portal do Bitcoin; Phemex News; CoinTimes; BeInCrypto.

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