A aposta de longo prazo da Strategy no Bitcoin permanece no centro do debate sobre o lugar do ativo nas finanças. De acordo com relatórios, a empresa agora possui mais de 638.500 BTC, uma participação que Saylor afirmou valer “dezenas de bilhões” de dólares. Esse acúmulo moldou tanto a identidade da empresa quanto a mensagem pública de Michael Saylor desde que a Strategy começou a comprar Bitcoin em 2020.
Saylor prevê um desempenho superior a longo prazo. Em uma entrevista recente no Coin Stories, Saylor afirmou que o Bitcoin superará o S&P 500 “para sempre”. Ele foi além, dizendo que o S&P 500 perderia quase 29% ao ano quando comparado ao Bitcoin nos próximos 21 anos. Essas são algumas das previsões públicas mais agressivas que ele já fez. Ele também apontou para os retornos do Bitcoin nos últimos 10 anos como prova de que essa diferença já existe.
Saylor enquadra o Bitcoin como capital digital e novo colateral. Com base em relatórios, Saylor descreveu o Bitcoin como uma forma de “capital digital” que poderia ser usado para garantir empréstimos e outros instrumentos de crédito. Ele argumentou que uma oferta fixa e uma rede descentralizada dão ao Bitcoin um caminho de longo prazo mais previsível do que o dinheiro fiduciário. A ação política faz parte de seu esforço. Reuniões com outros executivos de criptomoedas, incluindo discussões sobre um projeto de lei de reserva estratégica de Bitcoin, foram mencionadas como passos para tornar o ativo mais amplamente aceito nos círculos financeiros e políticos.
As alegações sobre moeda fiduciária e colateral enfrentam testes reais. Saylor contrastou o Bitcoin com o dólar americano e com colaterais convencionais, dizendo que as moedas sofrem de depreciação de longo prazo ligada à inflação e à política do banco central. Mas os críticos apontam para as oscilações de preço do Bitcoin e a incerteza regulatória como obstáculos reais para usá-lo como colateral estável. Algum risco seria incorporado a qualquer produto de crédito que dependa fortemente de um ativo volátil. Essas preocupações foram levantadas por participantes do mercado e permanecem parte do registro público.
O caminho corporativo da Strategy e a elegibilidade para o índice. Saylor explicou por que a Strategy ainda não está no S&P 500. Ele disse que a empresa precisava de mudanças na contabilidade de valor justo e de lucratividade sustentada antes de poder ser considerada. Relatórios mostram que a empresa só começou suas grandes compras de Bitcoin em 2020 e, desde então, ancorou grande parte de sua estratégia corporativa na moeda. Essa estratégia continua a moldar as visões dos investidores sobre os lucros e o balanço patrimonial da empresa.