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Bitcoin e Ethereum em Volatilidade: Fed Mantém Juros Enquanto Geopolitica Pressiona Mercado Cripto

Mercado de Criptomoedas Enfrenta Pressão Geopolitica e Monetária em Dia Crítico do Fed

O mercado de criptomoedas vivencia um momento de alta volatilidade nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, com Bitcoin oscilando entre US$ 89.419 e US$ 90.200, enquanto Ethereum se mantém acima de US$ 3.000. A incerteza é alimentada pela decisão do Federal Reserve (Fed) sobre política monetária e pelas crescentes tensões geopoliticas que afetam o apetite global por ativos de risco.

Decisão do Fed: Pausa nos Juros com Foco no Discurso de Powell

O Federal Reserve manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, conforme esperado pelo mercado. Com consenso quase unânime (97-100% de probabilidade), a decisão já estava precificada, resultando em baixa volatilidade imediata para criptomoedas.

O grande foco agora está no discurso de Jerome Powell pós-anúncio. Um tom dovish sinalizando cortes futuros favoreceria ativos de risco como Bitcoin e Ethereum. Um tom hawkish poderia fortalecer o dólar, pressionando criptos para baixo.

Análise Técnica: Suportes e Resistências Críticas

Bitcoin: O ativo resiste abaixo de US$ 92.000, com análises técnicas sugerindo possível queda para US$ 85.000 ou até US$ 80.770. A análise de Elliott Wave indica formação de onda corretiva em um impulso altista maior.

Ethereum: Mostra força relativa acima de US$ 3.000, com suporte chave nesse nível. Um rompimento para cima pode mirar US$ 3.300–3.500, enquanto queda abaixo do suporte leva a US$ 2.700 ou 2.622.

Contexto Geopolitico Amplifica Volatilidade

Tensões geopoliticas intensas pressionam o mercado cripto. O Fórum Econômico Mundial classifica conflitos globais como o maior risco para 2026-2028, incluindo tensões no Oriente Médio, guerra na Ucrânia, protecionismo comercial e instabilidade política nos EUA com dívida de US$ 39 trilhões.

Esses fatores beneficiam ativos defensivos como ouro (acima de US$ 5.000) em detrimento de criptomoedas, que são consideradas ativos de risco elevado.

Regulação no Brasil Avança com Novas Regras do Banco Central

O Banco Central ampliou as regras para regulação de criptomoedas, com normas que entram em vigor em 2 de fevereiro de 2026. As exigências incluem certificação técnica independente, planos de continuidade, prevenção à lavagem de dinheiro, ênfase em cold wallets e múltiplas assinaturas.

Essas medidas visam maior segurança jurídica e atrair instituições tradicionais. O Projeto de Lei 311/25 propõe incluir o direito de autocustódia na legislação, garantindo que cidadãos mantenham controle direto de criptomoedas.

Capitalização de Mercado e Sinais de Cautela

A capitalização total de criptomoedas permanece em alta, mas sinais de cautela emergem. A capitalização das 12 principais stablecoins caiu US$ 2,24 bilhões em apenas 10 dias, sinalizando que investidores estão reduzindo exposição a risco.

Goldman Sachs nota apetite por risco no pico desde 2021, mas previsões baseadas em análise Wyckoff indicam possível queda do Bitcoin abaixo de US$ 80 mil.

Perspectivas para Fevereiro: Divergência de Cenários

Analistas divergem sobre o futuro próximo. Arthur Hayes prevê Bitcoin em US$ 500 mil com afrouxamento monetário futuro, enquanto outros veem consolidação como proteção contra inflação. O consenso é que volatilidade persistirá, com decisões do Fed e desenvolvimentos geopoliticos como principais catalisadores.

Novas Stablecoins Atreladas ao Real Chegam ao Brasil

A tokenizadora Liqi vai colocar no mercado a BRDL, uma stablecoin pareada na proporção de 1:1 com o real brasileiro. Essa iniciativa reforça a integração de criptomoedas na economia brasileira e oferece alternativa para investidores que buscam estabilidade em moeda local.

Conclusão: Momento de Vigilância Estratégica

O mercado de criptomoedas enfrenta um ponto de inflexão crítico, com múltiplos fatores convergindo: decisões de política monetária, tensões geopoliticas, regulação em evolução e dinâmica de liquidez global. Investidores devem manter vigilância estratégica, priorizando gerenciamento de risco e diversificação em um ambiente de volatilidade elevada.

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