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Bitcoin é uma forma superior de dinheiro, diz relatório da Fidelity

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Fidelity Investments. Foto: Reuters/Brian Snyder

A Fidelity, uma das maiores gestoras do mundo, publicou um relatório intitulado “Bitcoin First” (Bitcoin Primeiro, em português), onde argumenta que o BTC deve ser visto como um bem monetário, e não uma tecnologia.

O relatório endereça o questionamento comum entre os investidores sobre o bitcoin estar sujeito à “destruição inovadora dos concorrentes (como a história do MySpace e do Facebook)” e o potencial de criptomoedas alternativas.

O argumento da Fidelity é de que o bitcoin é fundamentalmente diferente de qualquer outro ativo digital. “É provável que nenhum outro ativo digital ultrapasse o bitcoin como um bem monetário porque o bitcoin é o mais (em relação a outros ativos digitais) seguro, descentralizado e sólido e qualquer “melhoria” necessariamente enfrentará compensações.”

No entanto, o estudo não se direciona para o ponto de vista maximalista, mas reconhece o valor de outros ativos digitais. “O resto do ecossistema de ativos digitais pode atender a diferentes necessidades ou resolver outros problemas que o bitcoin simplesmente não resolve.”, diz a Fidelity.

A gestora ressalta que “outros projetos não-bitcoin devem ser avaliados de uma perspectiva diferente do bitcoin” e recomenda que o Bitcoin seja considerado “um ponto de entrada” para alocadores tradicionais que desejam obter exposição a ativos digitais.

Bitcoin, ouro, moeda fiduciária

Uma das comparações foi realizada entre o BTC, o ouro e a moeda fiduciária (fiat currency). Veja a tabela abaixo:

De acordo com os analistas da Fidelity, o ouro possui desvantagens como baixa portabilidade e divisibilidade ao ser considerado um bem monetário. E além disso, é passível de falsificação e sua verificação possui um custo significativo.

O Bitcoin resolve todos os problemas do ouro, mas carece apenas de um histórico de confiança, já que a rede descentralizada foi lançada em janeiro de 2009.

O dinheiro fiduciário é de longe o perdedor da tabela, sua durabilidade é afetada tanto por ser utilizado em forma de papel quanto por não manter seu poder de compra ao longo do tempo. A moeda estatal também é recorrentemente falsificada, não há limite para emissão e também é relativamente nova na história da humanidade.

Em um ponto possivelmente discutível, a Fidelity insere o papel moeda como não fungível pois não pode ser trocado de 1 para 1 entre diferentes moedas estatais (dólar americano não é fungível com o dólar canadense, por exemplo). Aqui a empresa parte de um olhar global, e o Bitcoin e ouro não vêem fronteiras.

Antifragilidade do BTC e o Ethereum

Citando a Lei de Lindy, que é uma teoria de que quanto mais tempo uma coisa não perecível sobreviver, maior a probabilidade de sobreviver no futuro, a Fidelity facilmente coloca o Bitcoin como a criptomoeda mais “segura” do mercado.

O relatório também nota que o Bitcoin se mostrou antifrágil, já que a rede enfrentou diversos eventos atípicos e terminou com fundamentos mais fortes do que antes. Hacks de grandes exchanges como a Mt.Gox, quedas de 50% até 80% no preço, e o seu banimento de vários países são alguns exemplos.

O Bitcoin também foi comparado com o Ethereum, veja a tabela abaixo em inglês. 

Dentre as principais diferenças, a Fidelity destaca que a política monetária do Bitcoin é fixa, pré-programada e nunca mudou, em contraponto com o Ethereum, que já mudou e ainda deve mudar de novo.

Além disso, apesar dos avanços em contratos inteligentes e abrigar diversos outros tokens, o Ethereum carece de descentralização e baixo custo para participar da rede e verificar quantidade de moedas e outros dados.

Dito isso, a Fidelity enxerga um futuro de interoperabilidade. É possível que vários blockchains tenham um certo nível de sucesso por causa da quantidade de compensações (trade-offs) que diferentes criptomoedas têm.

“Em um mundo de várias cadeias vencedoras, ainda parece que o Bitcoin é provavelmente o mais bem equipado para cumprir o papel de bem monetário não soberano do ecossistema com relativamente menos concorrência do que outros ativos digitais que tentam cumprir casos de uso alternativos.”, diz o relatório.

Conforme mostra a ilustração acima, a Fidelity enxerga o BTC como a reserva de valor do mercado cripto e vê pontes centralizadas e descentralizadas conectando o Bitcoin com outras redes para satisfazer outros casos de uso.

Especialistas com uma visão parecida já argumentam inclusive que o BTC já pode ser visto como uma unidade de conta, se estivermos olhando apenas para o setor de criptoativos.

Concluindo o estudo, a gigante financeira que tem um braço no setor de moedas digitais afirma:

“Os investidores tradicionais normalmente aplicam uma estrutura de investimento em tecnologia ao bitcoin, levando à conclusão que o bitcoin como uma tecnologia pioneira será facilmente suplantado por uma superior ou terá retornos mais baixos. No entanto, como argumentamos aqui, o primeiro avanço tecnológico do bitcoin não foi como uma tecnologia de pagamento superior, mas como uma forma superior de dinheiro.

Como um bem monetário, o bitcoin é único. Portanto, não apenas acreditamos que os investidores devem considerar o bitcoin primeiro para entender os ativos digitais, mas que o bitcoin deve ser considerado primeiro e separado de todos os outros ativos digitais que vieram depois dele.”

Leia o relatório Bitcoin First completo aqui.

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