Uma pesquisa feita pela Blockchain Capital mostrou uma realidade pitoresca para os interessados no futuro do dinheiro.

De acordo com a pesquisa, o bitcoin talvez esteja sendo visto cada vez mais como uma ferramenta política, uma forma de retirar o poder do Estado.

mapa de países com revoltas: China Argentina e Venezuela com o volume do bitcoin.

No mapa acima podemos ver países que tiveram agitações políticas e econômicas em 2019. Em todos eles o volume de negociação de bitcoin subiu.

É cada vez mais comum ver países que estão em crise ou à beira dela usarem o bitcoin como uma forma de proteção. Enquanto o ouro e outras commodities são difíceis de movimentar, com apenas 12 palavras você restaurar sua carteira de bitcoin.

A mobilidade do bitcoin, sua liquidez ao redor do mundo, fazem dele um ativo extremamente atrativo para proteção do patrimônio pessoal.

Além disso, como vimos em Hong Kong, a criptomoeda parece ter sido usada para enfrentar a censura bancária do governo chinês. Uma situação que nossos leitores acompanharam de perto.

Use bitcoins e não bombas

avião jogando moedas de bitcoin

“Em vez de usar bombas, use bitcoin”, esse é um chavão antigo criado na comunidade do bitcoin para mostrar que a criptomoeda não financia guerras, tal como acontece com o dólar.

Contudo, ela ganha outra conotação quando colocamos essa frase no contexto do bitcoin como ferramenta política. O uso de bitcoin por manifestantes e insurgentes pode se tornar um ato de revolta contra a moeda do governo.

Em vez de termos uma revolução sangrenta é possível com o Bitcoin lutar por meios financeiros. Essa tática é funcional e já se mostrou efetiva na Segunda Guerra Mundial, quando banqueiros holandeses resolveram criar um banco clandestino para financiar a luta contra o nazismo.

Aliás, nós já fizemos o review de um filme contando essa história por aqui, confere lá: Netflix – “O banqueiro da resistência” o banco clandestino contra o nazismo