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Bitcoin fecha primeiro trimestre com perdas de 22,2% e analistas preveem mais queda      

 O Bitcoin (BTC) fechou o mês de março na faixa dos US$ 68.200, acumulando perdas de 22,2% no primeiro trimestre de 2026. No trimestre anterior, a criptomoeda já havia caído 23%.
A previsão de diversos analistas é de mais queda, o que ajuda a deixar o índice de medo e ganância do Bitcoin em seus piores níveis.
Bitcoin fecha 1º trimestre de 2026 com queda de 22,2%. Fonte: Coinglass.
O que derrubou o Bitcoin no 1º trimestre de 2026?
Estendendo a queda iniciada no 4º trimestre de 2025, o Bitcoin iniciou o ano pressionado pela disputa da Groenlândia e pelas promessas de Donald Trump em taxar produtos de países aliados que se mostravam contra suas ideias.
Somado a isso, o mercado continuava comprando ouro, deixando o Bitcoin em segundo plano. Para Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, a diferença de desempenho entre os dois ativos está ligada baixa privacidade da criptomoeda, motivo pelo qual bancos centrais não têm interesse em comprá-la.
Embora conversas sobre computadores quânticos tenham voltado nesta semana após o Google publicar um longo estudo sobre a segurança das criptomoedas, o assunto já estava sendo debatido em janeiro.
Como exemplo, Nic Carter afirmava que o baixo desempenho do Bitcoin estava ligado à falta de atividade dos desenvolvedores para mitigar este problema. Na data, um estrategista da Jefferies zerou sua posição na criptomoeda, citando justamente os riscos da computação quântica.
Quando a disputa pela Groenlândia ficou para trás, o mercado balançou novamente com o início dos conflitos no Oriente Médio.
A atenção ficou voltada para o fechamento quase completo do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Afinal, a consequência disso são combustíveis mais caros, também afetando o preço de diversos outros produtos, aumentando a inflação global.
Como resposta, bancos centrais teriam que voltar a aumentar a taxa de juros, estrangulando a economia, para conter esses aumentos.
Em relação à demanda institucional, somente a Strategy de Michael Saylor continuou com um forte apetite, comprando cerca de 44 mil bitcoins no trimestre. Por outro lado, a mineradora Mara vendeu cerca de 15 mil moedas no mesmo período.
Já os ETFs fecharam o mês de março com entradas de US$ 1,32 bilhão, mas insuficientes para cobrir as saídas dos dois meses anteriores. No trimestre, cerca de US$ 500 milhões saíram desses fundos.
O que esperar para o próximo trimestre?
Diversos analistas acreditam que o Bitcoin continuará caindo. Mike McGlone, estrategista da Bloomberg, colocou um alvo de US$ 10.000 para a maior criptomoeda do mercado.
Sua justificativa é que o mercado continua cheio de moedas sem sentido, como Dogecoin e Shiba Inu, e só voltará a subir quando elas desaparecerem.
Já Peter Brandt, trader com 51 anos de experiência, fez uma análise técnica para dizer aos seus seguidores que uma cunha ascendente foi formada nos gráficos do Bitcoin, padrão que  

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