O mercado de criptomoedas inicia o ano de 2026 com sinais mistos, mas predominantemente otimistas. Na manhã desta quinta-feira, 8 de janeiro, o Bitcoin (BTC) é negociado na faixa de US$ 91.000 a US$ 92.000, apresentando uma leve correção técnica após as altas recentes. No Brasil, a cotação permanece próxima aos R$ 493 mil, refletindo a resiliência do ativo frente às incertezas macroeconômicas globais.
A Ofensiva Institucional na Europa
Um dos grandes destaques do dia é a expansão significativa de produtos financeiros listados em bolsa (ETPs) na Europa. Um importante ETP de Bitcoin emitiu 938.000 novos títulos, com a negociação prevista para começar hoje no mercado principal da Bolsa de Valores de Londres (LSE). Cada título representa 0,0001 BTC, e a taxa de administração foi temporariamente reduzida para 0,15% ao ano até o fim de 2026, visando atrair investidores institucionais que buscam exposição direta e regulada ao ativo.
Essa movimentação reforça a tendência de institucionalização do Bitcoin no continente europeu, seguindo os passos do sucesso dos ETFs nos Estados Unidos. A entrada de grandes players através da LSE é vista por analistas como um suporte fundamental para manter o preço do BTC acima do patamar psicológico de US$ 90 mil.
As 3 Barreiras para o Bitcoin \”Disparar\” em 2026
Apesar do otimismo, a gestora Bitwise divulgou um relatório apontando três desafios cruciais que o Bitcoin precisa superar para buscar novas máximas históricas (acima dos US$ 126 mil registrados em agosto de 2025):
- Superação do choque de liquidações: O mercado ainda digere o impacto de grandes liquidações de futuros ocorridas no final de 2025.
- Consolidação da demanda institucional: Embora crescente, a demanda precisa se tornar mais estável e menos dependente de ciclos especulativos de curto prazo.
- Incerteza no mercado de ações: A correlação com ativos de risco tradicionais, especialmente o setor de tecnologia nos EUA, continua sendo um fator de volatilidade.
Geopolítica e Macroeconomia no Radar
No cenário global, as tensões no Oriente Médio e na Europa Oriental continuam a influenciar o apetite por risco. O Bitcoin tem sido testado em sua narrativa de \”ouro digital\”, servindo como proteção em momentos de instabilidade geopolítica, embora ainda sofra com a volatilidade típica de ativos de risco.
Economicamente, os investidores aguardam as próximas sinalizações do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE). A expectativa de cortes nas taxas de juros ao longo de 2026 pode favorecer ativos escassos como o Bitcoin, reduzindo o custo de oportunidade para investidores que buscam retornos superiores aos da renda fixa tradicional.
Altcoins em Destaque
Enquanto o Bitcoin consolida sua posição, o mercado de altcoins também mostra força. A Solana (SOL) retornou à faixa de US$ 150, impulsionada por sua crescente adoção em DeFi e pagamentos. Já o XRP mantém-se próximo de US$ 2,20, beneficiado pela clareza regulatória obtida após o encerramento de disputas judiciais nos EUA no ano passado.
Para os investidores, o início de 2026 parece ser um momento de posicionamento estratégico. Relatórios de bancos como o Itaú BBA sugerem que os níveis atuais podem representar bons pontos de entrada para operações táticas, especialmente se o suporte de US$ 90 mil for mantido com sucesso nas próximas semanas.
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