O Bitcoin se recuperou para acima de $112.000 após cair para $107.000 na semana passada, seu menor valor desde julho. Essa recuperação trouxe esperança entre os traders, mas os analistas estão divididos sobre se essa alta atual pode se sustentar em setembro. Dados históricos mostram que setembro não tem sido favorável ao Bitcoin em anos pós-halving. Em 2017, a moeda terminou o mês com uma perda de quase 8%, enquanto em 2021 a queda foi de 7%. Em 2013, o Bitcoin caiu 1,60% no mesmo mês. Esse padrão levou alguns especialistas a argumentar que um reteste de níveis técnicos chave este ano não é incomum. Benjamin Cowen, chefe da ITC Crypto, destacou repetidamente a média móvel simples de 20 semanas como um indicador. Segundo ele, setembro tende a trazer quedas de preço em direção a esse nível antes de uma recuperação no quarto trimestre. Cowen acredita que a recente retração se encaixa no ritmo mais amplo observado em ciclos anteriores.
Nem todos estão convencidos. Alguns analistas levantaram questões sobre se o ciclo está se desviando da tradição. Eles destacaram que o Bitcoin normalmente registra ganhos em agosto antes de cair em setembro. Desta vez, no entanto, ocorreu o oposto. O Bitcoin fechou agosto com uma perda de 6,25%. Isso contrasta fortemente com agosto de 2017, quando a moeda subiu 64%, e agosto de 2021, quando ganhou 15%. Esses dois meses robustos foram seguidos por quedas abruptas em setembro. Analistas acreditam que os dados atuais indicam que uma configuração diferente pode estar em jogo, com parâmetros macroeconômicos, como cortes de taxas, sendo mais pronunciados sobre a ação do preço.
Apesar do tom cauteloso de alguns analistas, há vozes apontando para uma perspectiva de curto prazo mais otimista, dizendo que o ponto mais baixo de setembro pode já ter ficado para trás. O ativo abriu o mês a $108.200, atingiu um máximo de $110.100 e caiu para $107.000 antes de se recuperar. Com base nessa sequência, analistas sugerem que o mercado pode evitar estabelecer novas mínimas este mês. Cowen, no entanto, continua a enfatizar que correções após estabelecer novos máximos fazem parte do ciclo. Ele aponta para o novo pico recorde de agosto como evidência de que o mercado está seguindo o mesmo padrão de anos anteriores. Em sua visão, a retração para a média móvel de 20 semanas é menos um sinal de alerta do que uma preparação para um forte rali de final de ano.
Enquanto o debate sobre o resultado de setembro continua, a maioria dos analistas concorda em um ponto: a turbulência de curto prazo é improvável de alterar o quadro de longo prazo. Dados recentes deixaram claro que, apesar das quedas temporárias, espera-se que o Bitcoin seja negociado a valores muito mais altos nos próximos anos.