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Bitcoin sustenta US$ 105 mil enquanto tensões geopolíticas explodem: O impacto dos ataques dos EUA na Venezuela

O mercado de criptomoedas inicia a segunda semana de janeiro de 2026 em um cenário de extrema volatilidade geopolítica e otimismo institucional. Enquanto o Bitcoin (BTC) se consolida na histórica marca de US$ 105.000, o mundo observa com apreensão a escalada militar na América Latina, com ataques aéreos dos Estados Unidos à Venezuela marcando os primeiros dias da nova administração Trump.

Bitcoin como Porto Seguro Digital

Historicamente visto como um ativo de risco, o Bitcoin tem demonstrado em 2026 uma maturidade notável. Mesmo diante de ataques militares e incertezas no mercado de petróleo, o BTC manteve-se firme acima dos seis dígitos. Analistas apontam que a narrativa do “ouro digital” nunca foi tão forte, especialmente com a desvalorização de moedas fiduciárias frente a gastos militares massivos.

A capitalização total do mercado cripto gira em torno de US$ 3,5 trilhões, impulsionada não apenas pelo varejo, mas por uma “parede de dinheiro institucional”. Empresas como MicroStrategy e Metaplanet continuam suas estratégias de acumulação agressiva, enquanto os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registram entradas consistentes, servindo como um amortecedor contra a volatilidade de curto prazo.

O “Efeito Trump” e a Geopolítica do Petróleo

A intervenção militar dos EUA na Venezuela sacudiu os mercados globais de energia e commodities. O movimento é visto como parte da estratégia de “America First” de Donald Trump, buscando assegurar o controle sobre reservas estratégicas e redesenhar a influência geopolítica no hemisfério ocidental. No entanto, essa agressividade traz consigo o risco de inflação global e instabilidade nas cadeias de suprimentos.

Para o setor cripto, o governo Trump representa uma faca de dois gumes. Por um lado, a promessa de uma regulação amigável e a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin nos EUA alimentam o rali. Por outro, as ameaças à independência do Federal Reserve (Fed) e o aumento do déficit fiscal para financiar gastos de defesa de US$ 1,5 trilhão geram um cenário de incerteza macroeconômica que pode forçar o Fed a manter juros altos por mais tempo.

Ethereum e Altcoins: A Busca por Liquidez

Enquanto o Bitcoin lidera, o Ethereum (ETH) e outras grandes altcoins como Solana aguardam por uma maior injeção de liquidez nos mercados globais. Especialistas sugerem que o rompimento definitivo de novas máximas históricas para o ETH depende de dados macroeconômicos dos EUA que sinalizem um alívio na política monetária. No entanto, o papel do Ethereum como infraestrutura para DeFi e tokenização de ativos do mundo real (RWA) continua a atrair investidores de longo prazo que buscam utilidade além da reserva de valor.

O que esperar para o restante de janeiro?

O sentimento predominante é de cautela otimista. O padrão sazonal de janeiro sugere uma alta probabilidade de fechamento mensal positivo para o Bitcoin, mas os investidores devem monitorar de perto:

  • Desdobramentos na Venezuela: Qualquer sinal de conflito prolongado pode elevar o preço do petróleo e, consequentemente, a inflação.
  • Fluxos dos ETFs: A continuidade das compras institucionais é vital para manter o suporte em US$ 100.000.
  • Retórica do Fed: Comentários sobre a independência da autoridade monetária frente às pressões da Casa Branca serão cruciais para o dólar e ativos de risco.

Em um mundo onde a geopolítica se tornou o tema inescapável de 2026, o Bitcoin parece estar finalmente ocupando seu lugar como uma peça central no tabuleiro financeiro global, servindo tanto como termômetro de risco quanto como refúgio contra a instabilidade sistêmica.

Aviso: Este artigo tem fins jornalísticos e informativos e não constitui recomendação de investimento.

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