O preço do Bitcoin está sendo negociado de lado há mais de quarenta dias e contando. O criptoativo não conseguiu ultrapassar os US$ 10.000 ou permanecer abaixo de US$ 9.000 por mais de alguns momentos.

A lateralização resultou no terceiro ponto menos volátil registrado nos últimos quatro anos. Da primeira vez que a volatilidade foi tão baixa, tivemos um bull run; na segunda vez, vimos uma queda de 50% – o que podemos esperar desta vez?

Mercado de bitcoin ainda se recupera das duras quedas

O Bitcoin e os demais criptoativos são conhecidos por sua volatilidade selvagem dos preços. Mas essa característica notória está diminuindo depois que a poeira baixou desde a quinta-feira negra.

O colapso maciço e mais amplo do mercado esmagou criptomoedas e liquidou baleias de alta alavancagem na cascata de vendas.

O crash levou o mercado – e o mundo – a uma pausa. Leia mais sobre esse evento no artigo “o ‘dia mais volátil’ do Bitcoin“.

Mas o dinheiro injetado na economia parece ter auxiliado o mercado tradicional a se levantar e o Bitcoin a se recuperar até quase os US$ 10.000. Lá, o ativo continua sendo negociado agora depois de quase dois meses completos andando de lado.

Uma certa faixa de negociação limitou todas as tentativas de fuga a qualquer direção até o momento. A falta de atividade faz com que a maioria dos analistas de criptomoedas busquem uma mudança maciça quando a fuga ocorrer.

Segundo dados, fugas anteriores da consolidação como essa resultam em uma mudança na cotação superior a 20%.

Essas fugas, na maioria das vezes, resultam em uma mudança para o lado positivo. E a consolidação normalmente não dura mais de seis semanas.

Apenas uma vez nos últimos anos o Bitcoin se consolidou por mais tempo. Isso resultou na queda infame em novembro de 2018, onde o ativo caiu mais de 50%.

BTC/USD com bandas de Bollinger. Fonte: TradingView

Períodos de baixa volatilidade vêm seguidas de grandes altas ou duras quedas

As bandas de Bollinger estão sinalizando que a volatilidade do Bitcoin atingiu um nível baixo apenas três vezes nos últimos quatro anos.

As bandas de Bollinger são um conjunto de ferramentas de análise técnica que consistem em uma média móvel simples e dois desvios padrão. Esses dois desvios padrão agem como faixas que se ampliam e se contraem para medir a volatilidade.

Apenas duas outras vezes, além de agora, o bitcoin atingiu um nível tão baixo nos gráficos de preços em dólar.

A primeira vez foi durante os pouco mais de cem dias de lado após o halving de 2016. Foi atingindo esse nível mínimo que desencadeou a volatilidade histórica que levou o Bitcoin a US$ 20.000.

O período seguinte foi um período de tranquilidade antes da queda para US$ 3.200 no final de 2018. Durante esta fase, o Bitcoin foi negociado de lado por 39 dias depois de atingir o ponto mais baixo antes de quebrar.

Se a história se repetir, o cenário de baixa fará com que o Bitcoin se quebre nos próximos 40 dias. No cenário de alta, o Bitcoin negocia por pelo menos mais 60 dias. Ambos colocariam uma fuga em algum lugar em agosto em ambos os casos.

Talvez também não exista correlação com os dados, e o Bitcoin poderia estar no meio de um rompimento até agora. Por enquanto, não há como negar que a volatilidade é extremamente baixa. E quando chega a esses mínimos, geralmente ocorre um movimento explosivo.

Um motivo adicional para um pico de volatilidade seria o encerramentos de opções de bitcoins, como já noticiamos anteriormente, cerca de R$ 4,8 bilhões em contratos vencem hoje.