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Bitcoin volta a US$ 66 mil com ‘medo extremo’; inflação dos EUA e ETFs ditam o próximo movimento

São Paulo (SP) – Fri, February 13, 2026 — O bitcoin (BTC) voltou a ser negociado na faixa de US$ 66 mil nesta sexta-feira (13), em meio a um ambiente de aversão ao risco e expectativa pelos dados de inflação (CPI) dos Estados Unidos. O mercado também monitora o comportamento dos ETFs de bitcoin, que se tornaram um termômetro diário do apetite institucional.

Bitcoin recua após testar US$ 68 mil

Segundo o Portal do Bitcoin, a criptomoeda ensaiou recuperação acima de US$ 68 mil na quinta-feira, mas perdeu fôlego e voltou para a região de US$ 66 mil, ainda sem sinal claro de fundo. Na mesma linha, o Money Times aponta que o BTC operava em queda enquanto investidores aguardavam o CPI e suas implicações para juros nos EUA.

Inflação dos EUA: por que o CPI importa para cripto

O CPI é uma variável-chave para a trajetória dos juros do Federal Reserve (Fed). Leituras mais fortes tendem a manter a perspectiva de juros altos por mais tempo, o que normalmente fortalece o dólar e reduz o apetite por ativos voláteis. Para o mercado cripto, isso se traduz em menor liquidez marginal e em uma precificação mais sensível a eventos macro.

ETFs e o “humor” institucional

Em análise publicada nesta sexta-feira, o Investing.com afirma que cerca de US$ 5 bilhões saíram de ETFs de bitcoin nas últimas semanas, sugerindo rotação de capital para ativos considerados mais seguros. Desde a popularização dos ETFs spot, esse canal passou a influenciar o preço ao concentrar parte relevante da demanda (e da oferta, em momentos de resgate).

Suportes no radar: mercado discute US$ 60 mil e US$ 55 mil

No curto prazo, o mercado acompanha a defesa de suportes entre US$ 60 mil e US$ 70 mil. O CriptoFácil relata que uma parcela de traders passou a projetar uma queda até US$ 55 mil caso a pressão vendedora continue e o cenário macro piore — especialmente se o CPI reforçar a expectativa de política monetária mais restritiva.

Altcoins acompanham a dinâmica do BTC

Sem catalisadores próprios dominantes nesta janela, ether (ETH) e as principais altcoins tendem a acompanhar o tom do bitcoin. Em períodos de estresse macro, a correlação entre grandes criptoativos costuma aumentar, e o BTC volta a concentrar o papel de “termômetro” do setor.

O que observar nas próximas horas

  • CPI dos EUA e reação de juros e dólar;
  • Fluxos dos ETFs (se saídas persistem ou estabilizam);
  • Faixa técnica entre US$ 60 mil e US$ 70 mil;
  • Humor em ações de tecnologia, que segue correlacionado ao apetite por risco em cripto.

Fontes: Portal do Bitcoin; Money Times; CriptoFácil; Investing.com.

Conteúdo jornalístico e informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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