O mercado financeiro brasileiro definitivamente está mudando e as fintechs chegaram pra ficar. Hoje infelizmente quase metade da população brasileira não tem acesso a banco, ou seja, são os que chamamos de desbancarizados.

Existem inúmeros motivos que justificam essa estatística, entre eles está o preço atual dos serviços bancários, falta de informação e educação financeira, e também nome negativado.

Quando olhamos para os serviços financeiros voltados à pessoa jurídica, a situação fica mais crítica, pois para as empresas esses serviços são essenciais para sua sobrevivência, e nem sempre é fácil conseguir.

Surgem as Fintechs

De olho nesses problemas, estão emergindo startups que se especializam em atender determinados nichos de serviços financeiros, com menor custo, atendimento mais rápido, personalizado e digital, e sempre preocupadas em promover inovação para um mercado que no Brasil ainda é bastante concentrado em poucos e gigantescos players. Essas empresas são as que chamamos de Fintechs, e estão transformando e impactando positivamente a nossa sociedade e como lidamos com o dinheiro.

Em uma definição melhor resumida, “as Fintechs são empresas que aplicam alta tecnologia em soluções voltadas para o setor financeiro. Entre tantas funcionalidades que oferecem, as mais relevantes são seu foco totalmente direcionado para a busca pela maior satisfação de seu cliente e sua agilidade em adaptar-se às demandas deste. Fintechs surgiram para aumentar a competição e cooperar, democratizando e simplificando produtos financeiros, além de acelerar e capitanear a mudança deste setor”. Hoje o Brasil é o maior polo de Fintechs da América Latina, e nossa participação não pára de crescer.

Claro que ainda existem algumas barreiras importantes a serem vencidas para que haja um ambiente cada vez mais próspero, como por exemplo as questões regulatórias, mas isso não tem impedido a criação e sucesso desses projetos. Na verdade os órgãos reguladores estão se aproximando para entender as dificuldades e entraves, e ajudar a fomentar essas inovações.

Pensando em trazer evidência a esse mercado, a ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) em parceria com o SEBRAE lançou de maneira inédita um catálogo bastante completo das fintechs brasileiras, com mais de 400 delas mapeadas, divididas por segmento de atuação e público que atende (B2B ou B2C). Nele podemos observar como o ecossistema realmente está crescendo e quais os setores com maior participação empreendedora.

Uma das empresas presente no levantamento é a Foxbit, exchange brasileira de bitcoin, que vem promovendo participação e acesso ao segmento de criptomoedas. Tive a oportunidade de conceder uma entrevista ao canal do YouTube do ABFintechs, onde comentei um pouco a respeito do mercado de criptomoedas, perspectivas de regulamentação e ambiente de desenvolvimento de novos negócios:

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