O Citigroup, um dos maiores bancos globais, voltou a rebaixar suas projeções de preço para as duas maiores criptomoedas do mercado, Bitcoin e Ethereum. Uma das justificativas apresentadas é o recente fluxo negativo dos ETFs.
Em dezembro, os analistas afirmaram que o Bitcoin poderia dobrar de valor em 2026, com alvo nos US$ 189.000. No entanto, no relatório de março, essa previsão caiu para US$ 112.000 devido a questões regulatórias.
O mesmo aconteceu com o Ethereum, com as projeções saindo de US$ 5.440 no relatório de outubro para US$ 3.175 na análise de março.
Citi volta a rebaixar preços-alvo para as duas maiores criptomoedas do mercado
No momento desta redação, Bitcoin e Ethereum são negociados por US$ 58.650 e US$ 1.570, respectivamente, sem grandes mudanças nas últimas 24 horas.
Embora o Citi acredite que ambos os projetos podem se recuperar nos próximos 12 meses, o banco rebaixou as projeções em relação ao relatório anterior, mostrando um maior pessimismo para o médio prazo.
Para o Bitcoin, a previsão do Citi saiu de US$ 112.000 para somente US$ 82.000.
No caso do Ethereum, a previsão sai de US$ 3.175 para somente US$ 2.240.
Embora isso represente uma valorização de 40% para o Bitcoin e 42% para o Ethereum em relação aos preços atuais, ambas as criptomoedas estavam nessas faixas de preço em maio. Ou seja, será necessário um ano inteiro, no melhor cenário, para que elas se recuperem de uma queda de 45 dias.
Já o cenário pessimista do Citi, com condições macroeconômicas recessivas e continuação das vendas pelos ETFs, o banco projeta mais queda para ambas as criptomoedas. Enquanto o Bitcoin pode cair para US$ 53.000, o Ethereum poderia chegar a US$ 1.094.
Analistas afirmam que fluxos negativos dos ETFs mudaram suas projeções
Na análise, compartilhada pela Reuters nesta quarta-feira (1º), o Citi se mostra preocupado com o recente fluxo negativo dos ETFs americanos de Bitcoin e Ethereum.
“Os fluxos de ETFs, um importante fator de preços, se tornaram negativos recentemente.”
Em junho, os ETFs de Bitcoin fecharam o mês com saídas de US$ 4,51 bilhões, o pior período mensal de sua história.
Em relação aos fundos de Ethereum, as saídas ficaram em US$ 529 milhões em junho. Embora distante do recorde de US$ 1,42 bilhão do mês de novembro de 2025, tais ETFs registraram vendas em 7 dos últimos 8 meses, totalizando um fluxo negativo de US$ 3,5 bilhões no período.
Outros dois pontos considerados pelo Citi são preocupações sobre vendas de Bitcoin por empresas de tesouraria, como a Strategy, e o lento avanço da legislação cripto nos EUA.
Recentemente, quem também citou essas questões foi a Grayscale, gestora responsável por um dos maiores ETFs de Bitcoin do mundo. Somado a eles, os analistas da gestora também apontam que as decisões do Fed para definir a taxa de juros também merecem atenção dos investidores.
Fonte: Citi rebaixa