• Coinbase quer comprar a 2TM, empresa dona do Mercado Bitcoin
  • 2TM pode ter ficado sem saída após valuation esticado e pressão dos concorrentes
  • Coinbase e MB, uma boa união?

A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, quer comprar a 2TM até o final de abril. A informação é do Broadcast da Agência Estado e foi publicada na noite de sexta-feira (25).

Atualmente, o Mercado Bitcoin (também conhecido como MB) está entre as 5 maiores corretoras de criptomoedas atuantes no Brasil e tem cerca de 700 funcionários, uma base de 4 milhões de clientes no Brasil e negociou 54016,97 bitcoins em 2021, sendo a maior marca da controladora 2TM.

Apesar dos números incríveis, a corretora vem perdendo espaço para exchanges estrangeiras que praticam taxas menores, contam com mais criptomoedas e um atendimento semelhante.  

Já a Coinbase conta com 88 milhões de usuários, 182 mil parceiros em 100 países, com faturamento de US$1,14 bilhões, 3700 funcionários e US$278 bilhões em ativos na plataforma, um verdadeiro monstro do mercado. 

Pressão dos concorrentes e valuation alto podem ter pressionado venda do Mercado Bitcoin

Conversamos com alguns especialistas do mercado de criptomoedas e todos eles foram unânimes em dizer que talvez o valuation da 2TM tenha ficado esticado demais para um possível IPO na situação atual. O grupo foi avaliado em US$2,1 bilhões pelo Softbank ao receber US$200 milhões em investimentos.

A venda para a Coinbase parece ter também sido a solução para lidar com a enorme pressão de exchanges estrangeiras que estão chegando no Brasil, fazendo as margens diminuírem e o custo operacional aumentar. 

Para termos uma relação de comparação, a taxa executora do Mercado Bitcoin é de 0,70% para novos usuários, enquanto a da Binance é de apenas 0,10% com possibilidade de desconto para 0,075% usando o token BNB. 

Por esse e diversos outros motivos o MB perdeu a liderança do mercado brasileiro de criptomoedas, mesmo investindo pesado em marketing. 

Coinbase e Mercado Bitcoin, uma boa união?

Tanto a Coinbase quanto o Mercado Bitcoin praticam altas taxas de trade para novos usuários em comparação com outras corretoras. 

As semelhanças não param por aí. A Coinbase sofreu fortes ataques da comunidade Bitcoin ao tentar contratar uma empresa com envolvimento em ditaduras. Contamos essa história na matéria  #DeleteCoinbase – O lado negro da Coinbase, maior exchange dos EUA.

Já os antigos donos do domínio Mercado Bitcoin foram acusados de participar de um esquema de pirâmide e tiveram o site hackeado,  conforme relatos do fórum Bitcointalk. Até hoje a comunidade discute esses dois possíveis problemas das corretoras. 

Hoje em dia, o MB trabalha de mãos dadas com o Estado para ajudar a desenvolver o Real Digital, a CBDC brasileira. Especialistas como Fernando Ulrich argumentam que as “criptomoedas estatais” representam um controle Orwelliano, já que não oferecem nenhuma privacidade para os usuários e aumentam o poder de uma figura central sobre as finanças dos indivíduos.

De qualquer forma, é inegável que a força da Coinbase poderá impulsionar ainda mais o MB no Brasil, complementando negócios na área de DeFi, educação e outros. Ainda mais com a iminente entrada da Bitfinex no Brasil

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