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Economia

Como a Evergrande impacta o Bitcoin: mais uma crise imobiliária pra conta

Evergrande Bitcoin

O caso do Bitcoin com crises imobiliárias vêm de longa data. A criptomoeda surgiu após a crise imobiliária dos EUA de 2007-2008, crise que acabou afetando não apenas o setor imobiliário e os EUA, mas o mundo como um todo.

A chamada crise do subprime fez com que muitos países injetassem dinheiro na economia para evitar a falência de bancos “grades demais para falir” e aumentar a liquidez do mercado. 

Desta vez é a segunda maior economia do mundo que está preocupando o mundo e, embora o Bitcoin tenha caído 8% nas últimas 24 horas, o ativo digital continua sendo visto pelos investidores como reserva de valor a longo prazo.  

Como mostra o analista Willy Woo, “os investidores de longo prazo não estão piscando, eles continuam comprando como se nada tivesse acontecido. Mais cedo ou mais tarde, haverá um aperto no fornecimento”.

Impacto da Evergrande nos mercados globais 

Nos últimos dias, o Cointimes cobriu os impactos da crise financeira da Evergrande no preço do Bitcoin. As maiores preocupações eram com o contágio da crise imobiliária em outros setores da economia chinesa e nos mercados globais. 

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Desde então, vimos uma onda de vendas do mercado chinês no setor imobiliário, um aumento nos rendimentos dos títulos da China e uma correção do índice S&P 500 ocorrendo ao mesmo tempo. Os rendimentos dos “junk bonds” (títulos podres) da China continuam a subir além de seus máximos de março de 2020 em mais de 14%, enquanto o índice Hang Seng caiu mais 8,35% desde 7 de setembro.

Evergrande Spillover – Fonte: Bloomberg
Índice Hang Seng de Hong Kong – Fonte: TradingView

Até agora, os maiores impactos da crise aparecem no setor imobiliário superalavancado da China. O próximo nível de propagação de contágio apareceria no setor bancário chinês em meio a uma crise de liquidez, mas que já está sendo manejada pelo Banco Central da China. 

Na sexta-feira (17), o Banco Popular da China injetou 90 bilhões de yuans (US$ 14 bilhões) em fundos, o máximo desde fevereiro, para fornecer liquidez de curto prazo ao sistema bancário. 

PBoC injeção de liquidez – Fonte: Bloomberg

Hoje, então, o Banco Central da China aumentou um pouco mais sua injeção de liquidez no sistema financeiro. Foram introduzidos 120 bilhões de yuan (US$ 18,6 bilhões) no sistema bancário por meio de acordos de recompra reversa, ultrapassando os 30 bilhões de yuan que vencem na quarta-feira. 

O impacto também se espalhou para a indústria de mineração e o de construção civil. Com essa tensão externa, na última segunda (20), até o Ibovespa caiu 2,33%. 

Nesta quarta-feira, as bolsas chinesas retomaram as negociações após um feriado nacional, o Festival da Lua, com o Índice CSI-300, que reúne as blue-chips chinesas, fechando em queda de 0,7%, enquanto o índice composto de Xangai avançou 0,40%.

Bitcoin não tem medo de crise imobiliária 

Ontem, os mercados globais despencaram com o preço das ações da Evergrande perdendo outros 10%, o que também colocou o Bitcoin no vermelho. Isso porque, quando há turbulência nos mercados financeiros mais amplos, o Bitcoin tem sido tradicionalmente bastante instável.

A criptomoeda ainda é considerada um ativo de muito risco pela maioria dos investidores. Embora os investidores institucionais e novos entrantes com maior apetite pelo risco possam buscar exposição a ele para maximizar os ganhos, é improvável que o BTC seja o que eles manterão durante os tempos turbulentos de uma iminente crise financeira.

Entretanto, como salientam os relatórios da Glassnode, os HOLDers seguem segurando firme seus satoshis o que fortalece a tendência de alta a longo prazo.

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