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O mercado de ações norte-americano está passando pelo pior primeiro semestre que viu nas últimas décadas, mas a pequena recuperação vista na semana passada levou algumas pessoas a acreditarem que o pior das liquidações já passou. 

No entanto, nem todo mundo pensa de maneira tão otimista. Alguns especialistas e observadores do mercado estão relutantes em dizer que as últimas semanas foram o fundo do poço, isso se dá a um indicador que muitos estrategistas dizem ser fundamental para que a afirmação acima se torne verdadeira: a superação da retração nas margens de lucros.

Trevor Greetham, chefe de multi-ativos da Royal London Asset Management, diz que uma “recessão de lucros” está chegando, e ele espera que ela se “arraste por bastante tempo.” Para ele, essa melhoria nas ações pode se prolongar um pouco mais, “mas não pense que este é o fim do mercado de baixas.” 

O Morgan Stanley também está acompanhando de perto o indicador, o banco observou que o salto no índice S&P 500 na semana passada aconteceu por conta do aumento das avaliações,  um fenômeno “incomum” dada a crescente preocupação com os ganhos.

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“A queda dos rendimentos e os preços mais baixos do petróleo baixaram a taxa terminal para o Banco Central dos EUA. Se isto é em alta ou em baixa depende da interpretação de cada um. Na semana passada, o mercado assumiu a visão de alta que pode durar mais algumas semanas antes que a realidade de rendimentos mais baixos chegue e o mercado de baixas retorne,” disse o estrategista Michael Wilson.

Em uma nota intitulada “Lucros: quanto eles podem cair?” o UBS também enfatiza a importância dos ganhos, apesar de tomar um tom um pouco mais otimista. Para o analista Keith Parker, o cenário de base para os EUA é “desacelerar o crescimento, mas sem recessão.”

O banco prevê ganhos por ação (EPS) de US $235,50 e $250 para o S&P 500 em 2022 e 2023, respectivamente, que eles acreditam ser “realizável.”

Entretanto, os estrategistas enfatizaram que “os riscos pendem para o lado negativo,” ainda que o UBS tenha um “indicador de mudança implícita de EPS” que, segundo Parker, continua positivo, apontando para novas atualizações.

O banco disse que seu indicador havia sido um “sinal útil” durante períodos de fraqueza do mercado e de queda dos ganhos, incluindo a queda da bolsa de valores de 2008 a 2009.

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