A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Íris, criada pela Câmara Municipal de São Paulo em 2025, está investigando as ações da empresa Tools for Humanity (TFH) na cidade. A comissão, que teve seus trabalhos prorrogados por mais 120 dias, está focada na coleta de dados biométricos pela TFH, vinculada à criptomoeda Worldcoin, cofundada por Sam Altman. Durante a reunião, representantes de organizações de proteção de dados, como Bruno Ricardo Bioni da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa e Lucas Marcon do Idec, foram ouvidos.
A presidente da CPI, vereadora Janaina Paschoal, destacou que a empresa confessou que suas ações não visavam contribuir com a humanidade, mas sim desenvolver um produto. Bruno Bioni ressaltou a falta de transparência no escaneamento de íris e a necessidade de conscientização da população sobre o processo. Ele questionou se as pessoas estavam cientes do que estavam fazendo ou apenas interessadas na moeda virtual oferecida.
Lucas Marcon enfatizou a importância de propostas regulatórias para garantir a eficácia da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil. Ele expressou preocupação com a coleta de dados biométricos sem o devido consentimento, destacando a necessidade de as informações pessoais serem coletadas de forma consciente e transparente.