A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Íris, na Câmara Municipal de São Paulo, fechou o cerco contra a Tools for Humanity na reunião da terça-feira (3), empresa por trás do projeto da criptomoeda Worldcoin (WLD).
Os vereadores aprovaram pedidos de informações na pauta desta semana para investigar o formato de pagamento dos operadores de rua. O grupo busca entender a entrega de comissões atreladas ao volume de biometrias coletadas na capital paulista.
A presidente da comissão, vereadora Janaina Paschoal (PP), revelou que os funcionários dos estandes de captura ocular recebiam uma renda fixa e um bônus extra de acordo com o alcance de metas. A comissão aponta que a remuneração proporcional ao número de pessoas convencidas a escanear os olhos gera um conflito de interesses na operação.
A parlamentar questionou a necessidade de premiações de vendas caso o projeto possua apenas o fim declarado de criar uma rede de verificação de identidade global. O colegiado exige que um representante da companhia compareça ao plenário para detalhar a estrutura de prêmios paga aos operadores responsáveis pelas máquinas no Brasil.
Parlamentares com foco em grupos vulneráveis e a moeda digital Worldcoin em São Paulo
O inquérito concentra seus esforços na defesa do consumidor e na falta de clareza dos avisos repassados nas ruas. Os parlamentares notam indícios de indução ao cadastro, com foco direcionado a pessoas em situação de vulnerabilidade social no centro e nas periferias da maior metrópole da América Latina.
O uso da criptomoeda Worldcoin como recompensa pela entrega do padrão da íris gera apreensão entre os investigadores. A CPI enxerga um interesse da corporação em ampliar a base de usuários de forma acelerada para inflar o valor de sua moeda no mercado.
Os interrogatórios colhidos atestam o plano da companhia de comercializar o sistema de validação de humanos para governos e corporações do setor privado no futuro.
Relatório final e o alerta sobre privacidade
O calendário oficial da Câmara de São Paulo estipula a entrega do relatório final da CPI para o dia 7 de abril. O documento vai reunir as evidências documentais e as conclusões do inquérito conduzido ao longo dos últimos meses de apuração.
O grupo de trabalho também aprovou o convite a uma especialista em privacidade de dados, por indicação da assessoria da vereadora Amanda Vettorazzo (União). A perita vai detalhar os riscos do projeto World ID para a segurança digital da população e o perigo do vazamento de informações biométricas.
A sessão de aprovação dos requerimentos contra a empresa contou com o aval dos vereadores Silvão Leite (União), João Ananias (PT), Ely Teruel (MDB), Sansão Pereira (Republicanos) e Gilberto Nascimento (PL).
Fonte: CPI em São Paulo investiga criadora da Worldcoin por pagamento de comissões em escaneamento de íris dos brasileiros
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