O título de dívida de vulcão do Bitcoin tem data confirmada para o início das negociações.  

A emissão dos Bitcoin Bonds de El Salvador deverá ocorrer entre os dias 15 e 20 de março, conforme revelou o ministro da Fazenda do país, Alejandro Zelaya. O ministro também confirmou que os títulos serão vendidos a partir de US$ 100.

De acordo com Zelaya, os títulos já possuem as garantias regulatórias necessárias no ordenamento de El Salvador. Assim, eles serão inscritos na bolsa de valores, bem como na Liquid, rede paralela ao Bitcoin (BTC).

Paralelamente, os bonds serão negociados também na Bitfinex, o que servirá para democratizar o acesso a eles.

Em entrevista exclusiva para o Cointimes, o CTO da Bitfinex e Tether, Paolo Ardoino, revelou, entre outras coisas, que os brasileiros poderão investir na cidade do Bitcoin. 

Paolo Ardoino explica sobre os Bitcoin Bonds
CTO da Bitfinex e Tether, Paolo Ardoino

Para o desenvolvimento inicial da cidade do Bitcoin anunciada pelo presidente de El Salvador, os chamados “Bitcoin Bonds” pagarão 6,5% de rendimento ao ano. 

No caso de valorização – após 5 anos -, metade dos ganhos em bitcoin serão divididos por quem comprou os títulos. Em caso de queda, a desvalorização não é compartilhada. Ou seja, os Bitcoin Bonds acabam se tornando uma exposição conservadora ao criptoativo.

Os Bitcoin Bonds serão emitidos na sidechain do Bitcoin, Liquid, desenvolvida pela Blockstream, com a ajuda da iFinex, empresa mãe da exchange Bitfinex, onde os títulos poderão ser negociados.

Democratização

Segundo Zelaya, os Bitcoin Bonds terão uma série de inovações. De início, por que os pagamentos serão em BTC e também em outras criptomoedas. Com isso, El Salvador terá acesso a um mercado de capitais mais amplo e plural.

“A vantagem dos Bitcoin Bonds é que eles aceitam o pagamento em criptomoedas e em Bitcoin. Isso dá acesso a diversos mercados de capitais. Ao trazer todos esses fluxos de caixa e receber este tipo de dinheiro, há uma maior chance de venda e maior subscrição, isto é, maior oferta para os investidores”, disse o ministro.

Abaixo, Alejandro Zelaya fala sobre a democratização do mercado de capitais em El Salvador:

Além do mais, o título contará com a inovação de ter bônus pago em BTC através da compra direta e dos projetos de mineração. Dos US$ 1 bilhão que o governo pretende captar, metade irá para a construção da Bitcoin City, cidade sem impostos e mantida através dos ganhos da mineração de BTC.

Já os outros US$ 500 milhões serão destinados para a compra de BTC por parte do governo. Caso essa operação gere lucro, 50% será dividido com os detentores dos títulos através de dividendos semestrais.

Avaliação de risco 

O ministro também destacou que os Bitcoin Bons serão títulos normais como qualquer outro. Ou seja, o país dará a eles a mesma garantia soberana dispensada aos títulos de dívida tradicionais. Os grandes pontos diferenciais são as garantias atreladas ao BTC e os juros, 50% menores do que os demais títulos.

No entanto, o grau de investimento de El Salvador é B-, o que classifica o país como altamente especulativo. O país está apenas cinco níveis acima do risco de calote, mas Zelaya garantiu que os pagamentos serão honrados. “Todos os riscos foram considerados e serão cobertos”, reiterou.

A agência de classificação Fitch havia rebaixado o rating de default de emissor de moeda estrangeira (IDR) de longo prazo de El Salvador para CCC, semanas antes de o país começar a emitir seu título de bitcoin.

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