A CPI da Íris recebeu João Lopes Alves, representante legal da Festejola do Brasil LTDA, para investigar a atuação da empresa TFH (Tools for Humanity) no Brasil. A investigação busca esclarecer se a empresa estava comprando dados pessoais de brasileiros com pagamentos em Worldcoin (WLD). Alves detalhou o processo de escaneamento da íris realizado em São Paulo, explicando que foi convidado pela Festejola de Portugal devido à sua experiência no mercado brasileiro.
Durante o depoimento, Alves mencionou que a operação no Brasil durou três meses e foi encerrada no primeiro trimestre do ano por determinação da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Ele afirmou que todas as lojas foram fechadas e os funcionários dispensados, seguindo a decisão da TFH após o posicionamento do órgão federal.
Alves destacou que a TFH, focada em tecnologia, não poderia operar sozinha em vários países, e que a Festejola prestava serviços de recepção e treinamento de usuários. Ele também abordou o financiamento do Projeto World ID, enfatizando que a iniciativa é sustentada por fundos de investimento com uma visão de longo prazo, e que a venda de dados não é o foco principal, mas sim a segurança e anonimização dos dados em um mundo cada vez mais virtual.