O Livecoins conversou nesta quarta-feira (5) com Rodrigoh Henriques, Diretor de Inovação e Estratégia da FENASBAC (Federação Nacional das Associações dos Servidores do Banco Central), sobre os rumores que circularam sobre o possível fim do Drex. Em resposta, Henriques negou que o projeto de moeda digital pelo Banco Central do Brasil tenha chegado ao fim. “É importante deixar claro que o Drex não acabou. O Banco Central anunciou que vai desligar parte da plataforma que estava sendo utilizada no projeto piloto para os testes. O Drex, como projeto, volta o olhar para um caso de uso concreto: como melhor o registro e compartilhamento de gravames para melhor o sistema de crédito com esse tipo de garantia. O Banco Central, neste momento, está disposta a explorar todas as tecnologias e assumir que DLT não é o único caminho para isso“, destacou. A reportagem também procurou o Banco Central do Brasil, que não se manifestou publicamente e nem respondeu os questionamentos enviados até o final da redação desta. O que aconteceu com a tecnologia que não atendeu aos requisitos do regulador? Rodrigoh: “A privacidade, tanto do ponto de vista do sigilo bancário como da LGPD, sempre será uma questão central para o desenvolvimento de novos serviços e o uso de novas tecnologias. A Blockchain nasce resolvendo a questão de privacidade de uma forma não usual: Ela oferece anonimato (ninguém sabe quem é o dono daquela carteira, daquela conta), mas todo mundo enxerga todas as transações da rede. Nenhum país pode aceitar a ideia de anonimato já que precisa garantir que, por exemplo, as movimentações financeiras não estejam sendo usada para lavagem de dinheiro. Nos últimos anos toda o setor está buscando modificar ou mesmo criar redes em blockchain que conheçam o usuário (KYC), mas que não deixem totalmente transparente todas as suas transações. Esse é um desafio que ainda não foi superado por ninguém, mesmo com projetos muito interessantes e com alto potencial de solução no futuro que estiveram no piloto do Drex.” O consórcio de empresas e entidades que estavam no apoio entenderam a situação de forma tranquila? Rodrigoh: “O mercado está bem maduro e já havia o entendimento de que a questão de privacidade poderia não ser resolvida rapidamente dentro de um escopo amplo como foi o proposto no piloto do Drex. Várias instituições financeiras, mesmo com esse entendimento de complexidade, não só continuam suas apostas na criação de redes em DLT para negociação de ativos tokenizados como estão dobrando suas apostas e investindo no aumento da capacidade das suas área de Digital Assets. Outra ótima notícia foi a criação do projeto piloto de tokenização da Anbima que, de alguma forma, ajuda a ordenar esses esforços e já resolve a questão de termos ativos tokenizados do mercado de capitais que, neste caso, serão Debetures e Fundos de Investimento.” A fase piloto estava conduzindo alguns testes inclu