Economia compartilhada? Nunca ouviu falar sobre isso? Você pode até não saber o que significa, mas parou de consumir DVDs para assistir via Netflix ou Now, parou de comprar CDs para ouvir via Spotify e até já está colocando no papel se vale a pena ter carro ou andar de Uber não é mesmo? Vamos entender como isso está impactando nossa sociedade como um todo.

Explicando a economia compartilhada

Economia compartilhada surgiu com a ideia de ter o beneficio de um produto sem ser dono dele, isso não é uma coisa nova porque já podíamos alugar roupas finas e de casamento apenas por um fim de semana não é mesmo? Mas isso vai mais além.

Depois da crise de 2008 o mercado começou a ver que o sistema consumista não iria se sustentar por muito tempo, foi aí que as Startups entraram no mercado para resolver pequenos problemas do dia a dia criando confiança entre pessoas e disponibilizando produtos e serviços inovadores.

Vamos colocar isso em um exemplo que eu vi em uma palestra no ano passado sobre futuro do mercado, a “furadeira”. Foi feita uma pesquisa mundial que uma pessoa usa em média uma furadeira apenas 14min durante toda vida. Então você paga R$ 219,00 para usar durante 14min, quando você fala isso em voz alta parece até burrice nesse caso. Eu não poderia pegar emprestado ou alguém alugar uma furadeira para usar uma única vez?

Com isso o mercado criou uma nova tendencia, o consumo colaborativo. Começou a surgir muitos aplicativos para suprir serviços e consumo de bens temporários. Agora da para vender, alugar e fazer troca entre pessoas. Isso é basicamente o Peer-to-peer (não sabe o que é? a gente explica aqui!).

Com esse novo sistema, pessoas começaram a confiar em outras pessoas que elas não conheciam. Dez anos atrás você não viajaria e deixaria seu cachorro com um total desconhecido, hoje isso é super normal. A economia compartilhada tem desafiado os modelos tradicionais de negócio, de uma hora para outra temos muitos concorrentes, preços competitivos e qualidade de serviço.

Dia a dia nesse novo sistema

À medida que esse sistema vai crescendo, as pessoas também começam a criar comunidades de compartilhamento. Você já ouviu falar no Free Your Stuff? Ele era um grupo de Facebook na Alemanha e se expandiu pelo mundo para as pessoas doarem ou trocarem coisas que não usam mais.

Dessa ideia surgiu startups inovadoras como o Tem Açúcar?, onde você consegue coisas emprestadas entre vizinhos. Eu dei um exemplo da furadeira, no site do Tem açúcar temos exatamente isso aplicado: “Adorei a experiência! Peguei uma furadeira emprestada por dois dias. Várias pessoas responderam rapidamente ao meu pedido. E acabou que peguei com um vizinho que morava alguns andares abaixo! Liege – São Paulo, SP “.

Segundo a Forbes, 3,5 bilhões de dólares é o valor que a economia compartilhada movimentou em 2013, 15 bilhões em 2014 e a PWc disse que a projeção para 2025 seja de 335 bilhões de dólares e isso é só o começo.

As grandes empresas já estão de olho nisso, um exemplo é a GM que lançou um novo serviço de carros peer-to-peer com pilotos de Chicago, Detroit e Ann Arbor. O Peer Cars estará disponível em breve para 150 mil membros do Maven, que é a plataforma de compartilhamento da própria GM. Essa ideia permite que qualquer proprietário de um carro GM alugue seu veículo no minuto que não estiver sendo usado, supostamente ganhando 60% do valor pago pelo aluguel.

A pesquisadora Rachel Botsman, tem um TED Talks abordando esse assunto onde ela diz que a economia compartilhada está habilitando a redescobrir a humanidade que perdemos em algum lugar ao longo do caminho, que podemos utilizar a tecnologia a nosso fazer e voltar a viver em uma grande comunidade.

O que temos no mercado?

Airbnb

Temos muita coisa no mercado e isso é a coisa mais mágica, um exemplo é o Airbnb, é um sistema de aluguel de acomodações como hotel, hostel, casas e quartos, que funcionam em mais de 190 países que tem incomodado o setor de hotelaria. Ele é a maior rede de hotéis do mundo que não possui nenhum quarto de hotel e está avaliada em 30 bilhões de dólares, superando a maior rede de hotéis do mundo, a Hilton, avaliada de 23 bilhões de dólares.

Yellow bike

 

Yellow Bike

A Yellow bike começou operar em São Paulo, mas já é comum em cidades da Europa, Estados Unidos e China. Com 20 mil bikes na rua até o final de 2018, é um exemplo de mobilidade urbana levada a outro nível que por meio de um aplicativo você aluga uma bicicleta por R$1 a cada 15min. Além disso, a empresa pretende começar a testar patinetes elétricos.

Nossa equipe teve a oportunidade de utilizar o novo serviço, que ofereceu uma ótima experiência em locomoção pública. Tudo é feito rapidamente, desde o pagamento com o cartão de crédito até o desbloqueio da bicicleta, que pode ser deixada em qualquer lugar.

Uber

O Uber foi fundada oficialmente em junho de 2010 com a ideia de transformar a maneira como pessoas se movimentam. Ela conecta usuários e motoristas parceiros por meio de seu app e hoje está em mais de 600 cidades em 65 países. No Brasil, chegamos junto com a Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro e, em seguida, em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Hoje já estamos em mais de 100 cidades do Brasil.

Já estamos no futuro?

A economia compartilhada ou colaborativa está mudando não só o modo como entendemos oferta e demanda mas também nossas relações pessoais e da sociedade como todo.

Já começamos a dividir carros, caronas e até tempo, e as pessoas começaram a enxergar possibilidades que não tinham: a oportunidade de ganhar dinheiro sem precisar abrir uma empresa, de poder viajar para lugares que não conseguiam antes de forma fácil e simples.

E aí? Você já é adepto a essa nova economia?