Stacy Herbert, diretora do Bitcoin Office de El Salvador, prevê que os primeiros bancos de Bitcoin possam ser estabelecidos no país ainda este ano. Em uma entrevista à mídia local, ela destacou que o sistema bancário tradicional está prestes a passar por uma reforma significativa. Em agosto, o governo salvadorenho aprovou a ‘Lei de Bancos de Investimento’, permitindo que bancos operem com Bitcoin e outras criptomoedas. Este movimento pioneiro pode servir de exemplo para outros países interessados na digitalização do dinheiro, incluindo os EUA.
Atualmente, muitos investidores gerenciam seus próprios bitcoins ou os mantêm em corretoras. El Salvador planeja integrar a experiência dos bancos tradicionais com criptomoedas, permitindo que atuem como custodiantes e ofereçam empréstimos com criptomoedas como garantia. O projeto de lei que autoriza essas operações foi aprovado recentemente. Herbert expressou confiança de que os primeiros bancos de Bitcoin possam surgir até o final do ano, destacando que a reforma do sistema bancário é uma resposta a reclamações frequentes sobre o sistema atual.
Além do Bitcoin, essas novas instituições financeiras poderão trabalhar com stablecoins como USDT e USAT, da Tether, que recentemente transferiu seus escritórios para El Salvador. Com o dólar como moeda oficial do país, a iniciativa pode ganhar tração rapidamente e servir de modelo para os EUA sobre a digitalização monetária. Inicialmente, apenas indivíduos com alto patrimônio, empresas de tecnologia, fundos de investimento e startups terão acesso a esses bancos.
El Salvador continua a aumentar suas reservas de Bitcoin, tendo adquirido 21 bitcoins em setembro para comemorar quatro anos da adoção do Bitcoin como moeda legal. O país realiza compras diárias de 1 BTC, acumulando um total de 6.319 bitcoins, equivalentes a US$ 729 milhões. Enquanto outros países constroem suas reservas através de confiscos ou mineração, El Salvador é o único a fazer compras diretas, apesar das críticas do FMI.