Timothy B. Lee é um jornalista independente que conheceu o bitcoin em 2012 e acreditou que a moeda se tornaria algo grande. Mas, ao aceitar uma proposta de emprego do The Washington Post em 2013, ele teve que vender tudo.

paper wallets
Suas carteiras de papel, cada uma com 8 BTC.

Por conta das estritas políticas de ética jornalística da empresa, Lee disse no Twitter que vendeu cada bitcoin por US$ 112. Se ele apenas guardasse até hoje, teria 2 milhões de dólares.

É falta de ética um jornalista ter bitcoin e escrever sobre isso?

Em um artigo recente, Lee revelou que até 2013 escrevia como freelancer para a Forbes e o Ars Technica, mas ambos exigiam apenas um disclosure ao final do texto, revelando aos leitores que o autor possuía exposição em bitcoin.

A ideia é que, ao falar de bitcoin, o jornalista não seja influenciado pelo fato de ter suas finanças pessoais ligadas com o assunto de sua matéria. No entanto, essa política mais estrita é duramente criticada pela comunidade cripto, já que ninguém considera antiético um repórter guardar dólares enquanto comenta sobre a economia dos EUA ou ter uma casa enquanto cobre o mercado imobiliário.

Aliás, o que mais se vê na mídia tradicional são jornalistas com toda sua vida financeira exposta ao sistema fiduciário criticando o bitcoin com argumentos falaciosos. Para Timothy, existem bons argumentos dos dois lados.

“Os seres humanos não são criadores perfeitamente racionais. Como qualquer corretor de imóveis lhe dirá, as pessoas estão constantemente superestimando o valor de suas casas.

O mesmo ocorre com o bitcoin. Poderia ter sido difícil para mim ser objetivo com relação ao bitcoin se ele crescesse e representasse a maior parte do meu patrimônio líquido.”, explicou.

Sem o Post, Lee estaria milionário?

No Twitter, um usuário o perguntou se Timothy não teria vendido ao ver o bitcoin ultrapassando a barreira dos mil dólares. O jornalista independente respondeu que provavelmente ainda teria alguns. “Vendi cerca de metade quando passou de $6 para $200. Então comprei mais alguns por $550. Meu melhor palpite é que eu teria mantido de 20 a 30 bitcoins além de US$ 10 mil.”

Quando ele saiu do Post e acabou trabalhando para a Vox, perguntou para seu chefe se poderia comprar bitcoin e obteve uma resposta positiva. Foi quando escreveu o artigo “Porque estou investindo em bitcoins” em setembro de 2014 e foi duramente criticado, posteriormente ele foi impedido de continuar seus investimentos em criptomoeda e teve que vender tudo.

Em seu artigo recente, diz que não guarda rancor de nenhuma empresa pela qual trabalhou e acha que o The Washington Post e a Vox agiram corretamente, mesmo que isso tenha lhe custado centenas de milhares de dólares.

Por fim, mesmo sendo um early adopter de bitcoin, Lee revela que não está planejando comprar BTC hoje em dia. “É eticamente arriscado, mas também não parece mais ser um grande negócio. O preço do Bitcoin pode subir mais, mas não acho que haja espaço para os grandes ganhos que vimos na última década.”


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