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Enquanto Brasil terá queda de 9,1% no PIB, esse país deve crescer 52,8%

Feira na Guiana

A crise do covid19 vem afetando a economia de diversas nações, com França, Itália e Espanha tendo contrações de 2 dígitos no PIB projetadas para 2020. A queda esperada para o Brasil é de 9,1%, com uma leve recuperação de 3,6% em 2021, de acordo com os dados mais recentes.

A China, que tem a projeção de 1% de crescimento sendo o país de origem do COVID-19, não é a única exceção. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Guiana deve apresentar um crescimento de 52,8% esse ano.

A razão está no fundo do mar, onde em 2015 foram descobertas significativas reservas de petróleo. Essa descoberta impulsionou o crescimento do PIB através de investimentos, veja a aceleração a partir de 2015:

Produto Interno Bruto (PIB) da Guiana. Fonte: Banco Mundial.

Antes da crise do novo coronavírus, no entanto, a projeção de crescimento para 2020 era muito maior. Em janeiro, esperava-se que a Guiana terminasse o ano aumentando o PIB em 86,5%.

As petroleiras Exxon, Hess e CNOOC se juntaram para começar a extração em janeiro de 2020, e até 2025 a expectativa é que tenham produzido 750 mil barris de petróleo por dia, de acordo com a Exxon.

Apesar dos esforços do Ministro de Finanças do país em usar os investimentos para auxiliar o setor de mineração de minerais, o FMI prevê que em cinco anos o petróleo represente 40% a economia. Mas isso pode ser uma bênção ou uma maldição.

A maldição do petróleo e a destruição da Guiana

Nem tudo são hidrocarbonetos preciosos na Guiana. Ao mesmo tempo em que o país recebe grandes investimentos e começa a sair da pobreza, uma maldição assola nosso pequeno vizinho.

A famosa maldição do petróleo, um problema econômico que assola boa parte dos países com grandes reservas de petróleo ou algum metal precioso em abundância o suficiente para ter o potencial de deixar o país extremamente rico.

Por que ter tanto petróleo poderia enfraquecer e destruir a Guiana?

Primeiramente, o suco de dinossauro pode enfraquecer a economia. A quantidade de petróleo trás consigo montanhas de dólares, fortalecendo a moeda local e tirando a competitividade dos produtos regionais. Como resultado, a mão-de-obra se direciona para a indústria do petróleo, diminuindo a diversidade econômica do país.

Outra consequência, dessa vez derivada do governo, é o aumento nos casos de corrupção e gastos excessivos. Aliás, não tivemos sequer 5 anos de descoberta e o país virou um poço sem fim de corrupção.

“Na Guiana, a corrupção é desenfreada”, disse Troy Thomas, diretor do escritório da ONG Transparência Internacional no país. Ele se diz “bastante preocupado” com a “maldição do petróleo”.

Excesso de gastos, indústria destruída e corrupção generalizada criam países como a Venezuela, nação “amaldiçoada” com as maiores reservas petrolíferas do mundo.

Então é o fim da Guiana? Não, há maneiras de evitar boa parte dessa maldição. Instituições fortes para evitar a corrupção, leis fiscais rigorosas e a utilização do excesso de dólares em fundos de investimento são algumas das alternativas recomendadas por economistas.

Essa receita resultou em um dos países mais ricos do planeta, a Noruega. Esses escandinavos criaram um fundo com 1,5% da riqueza mundial e controlam boa parte das grandes empresas de tecnologia como Facebook e Google.

Nós falamos mais sobre o fundo norueguês na matéria “Conheça o fundo de US$ 1 trilhão que detêm 1,5% da riqueza global”.

Escrito em colaboração com Neto G.

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