Um número crescente de comentaristas de Bitcoin está soando o alarme sobre o recente boom de empresas de capital aberto que adotam estratégias de tesouraria centradas em Bitcoin. O debate foi desencadeado nesta semana após o investidor pseudônimo Stack Hodler descrever a tendência como uma mania especulativa disfarçada em forma corporativa, afirmando que essas empresas são “shitcoins deste ciclo”. Ele argumenta que essas empresas estão “criando ações do nada para vender a pessoas que esperam superar o Bitcoin”, com pouco mais do que exposição ao BTC como seu produto principal. Stack Hodler alerta que muitas dessas empresas acabarão sendo forçadas a vender suas reservas quando investidores de curto prazo perceberem que manter ações em um proxy de Bitcoin pode ser menos eficiente do que a autocustódia.
Em contraste, Stack Hodler elogia empresas que geram valor econômico real e usam seus lucros para acumular Bitcoin, algo que ele vê como uma força sustentável na monetização do Bitcoin. O podcaster de Bitcoin Stephan Livera entrou na conversa referenciando a chamada de resultados do primeiro trimestre de 2025 da MicroStrategy, onde Michael Saylor explicou a razão para o prêmio persistente da empresa em relação ao valor patrimonial líquido. Livera argumenta que há um contexto estrutural mais amplo, destacando que muitos grandes alocadores de capital não conseguem manter Bitcoin diretamente devido a restrições regulatórias, fiscais ou de mandato.
Stack Hodler não estava se referindo à MicroStrategy, mas sim aos “imitadores” que estão surgindo em ritmo acelerado, tentando se aproveitar do sucesso da MSTR, semelhante a como as shitcoins se aproveitaram do sucesso do BTC. Ele questiona a viabilidade de empresas cuja atividade principal parece ser a emissão de ações para comprar Bitcoin. Scott Melker, apresentador do podcast “The Wolf of All Streets”, também contribuiu para a discussão, expressando preocupação com as empresas de tesouraria de Bitcoin.