Segundo novas investigações, o ex-CEO da Nissan Carlos Ghosn usou bitcoin para escapar das autoridades japonesas em um plano digno de Hollywood.

Carlos Ghosn era um executivo do alto escalão da Nissan que foi acusado de fraude e sonegação fiscal no Japão. De origem libanesa, Ghosn nasceu no Brasil e viveu em terras tupiniquins até os 6 anos, quando foi para França e ganhou a cidadania do país. Mas sua história realmente começou a chamar atenção após a fusão da Nissan com a Renault e Mitsubishi.

Com Carlos no comando, o consórcio de empresas virou o maior produtor de carros do mundo, superando a Ford, GM e grandes fabricantes. Ele também é uma figura odiada no Japão, pois demitiu mais de 30 mil funcionários no tempo em que ficou no comando.

Em 2019, o executivo foi acusado de sonegação de impostos e fraude contra a Nissan, sendo colocado em prisão domiciliar até o julgamento que seria no final do mesmo ou início de 2020. Contudo, em um plano cinematográfico, Carlos fugiu para o Líbano.

A fuga inacreditável de Carlos com Bitcoin

Investigações recentes reveladas pela Bloomberg mostraram que Carlos teve a ajuda de seu filho, Anthony Ghosn, e de dois cúmplices para fugir do país. O ex boina-verde Peter Taylor e seu filho Michael Taylor, ajudaram na fuga ao contrabandear Carlos dentro de uma caixa de instrumentos musicais de Tóquio até o Aeroporto Internacional de Kansai em Osaka.

Apesar de negar o auxílio da família, os investigadores acharam gravações mostrando que Carlos se encontrou com sua filha Maya Ghosn e Anthony no mesmo dia da fuga.

Do aeroporto, o ex-CEO da Nissan pegou um jato particular com destino a Istambul na Turquia e só depois ele pegou um segundo avião para o Líbano, local que não tem acordo de extradição para o Japão

Pelo serviço feito em 29 de dezembro, Ghosn pagou aos Taylors o total de US$1,36 milhão em parcelas de janeiro até maio. Sendo que US$500 mil foram enviados em bitcoin por meio da Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos. No pedido de extradição, os investigadores japoneses disseram que o próprio Ghosn havia transferido mais de US $ 860.000 para uma empresa administrada por Peter Taylor.

Carlos x justiça estatal japonesa

Ghosn nega qualquer crime e disse em comunicado que não escapou da Justiça e sim “da injustiça e da perseguição política”.

A defesa de Carlos acusa o sistema judicial japonês de ser injusto, pois diferente do que acontece no Ocidente, a Promotoria utiliza de forte pressão para obter uma confissão. E o acusado não tem direito de ficar calado.

Como resultado, o Japão tem muitos casos de prisões injustas. Como foi o caso do parlamentar Tomohiro Ishikawa, preso em 2010 sob acusação de receber propina, ele foi interrogado durante 12 horas por dia pelo período de 3 semanas até confessar um crime menor, que ele diz não ter cometido.

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