Segundo foi revelado por fontes da Reuters, uma empresa de tecnologias de monitoramento, a NSO Group de Israel, foi responsável por vender spyware para grandes empresas e governos; agora, está sendo investigada pelo FBI.

A investigação se iniciou em 2017, e ocorre até os dias atuais. Apesar de tudo, a empresa alega que seu “software de espionagem não coleta dados de telefones com números dos EUA”, afirmação esta que alguns experts de cibersegurança discordam.

Longo histórico

A NSO já esteve envolvido em outras acusações similares, tempos atrás. Em outubro, o Facebook entrou com uma ação judicial acusando a empresa de abusar falhas de segurança para hackear 1.400 usuários do WhatsApp.

Seu spyware, nomeado por especialistas como “Pegasus”, pode coletar e transmitir vários dados pessoais de um telefone, incluindo da câmera, microfone, mensagens e GPS do aparelho.

O Facebook já processou a empresa por explorar uma falha, onde chamadas no WhatsApp poderiam instalar o spyware mesmo que não fossem atendidas, e outro método seria pelo envio de um vídeo (.mp4) no app.

O segundo método teria sido supostamente vendido para e utilizado por Mohammed bin Salman, príncipe da Arábia Saudita, para roubar dados do iPhone de Jeff Bezos, CEO da Amazon, em novembro de 2019.

Como resposta, a Arábia Saudita chamou as acusações de “absurdas”, e disse que “nunca conduziu atividades ilícitas dessa natureza, nem as tolera”.

Ambas as falhas já foram corrigidas pelo Facebook, porém o conflito continua: o FBI afirma que hackers estadunidenses que podem estar alimentando a NSO com o conhecimento dessas falhas poderão ser processados pela Lei de Fraude e Abuso de Computadores (CFAA).

A CFAA também proíbe a escuta de chamadas telefônicas e acesso a redes de computador sem autorização, com intercepção de dados como mensagens de texto ou emails.

“Fora do governo, jornalistas, ativistas de direitos humanos e dissidentes em vários países foram vítimas de ataques usando spywares da NSO, de acordo com os pesquisadores do Citizen Lab da Universidade de Toronto.”

Reuters

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