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Autoridades do FED, Banco Central dos EUA, aumentaram sua principal taxa de juros em 0,75%, marcando o maior aumento desde 1994. 

A decisão foi tomada durante uma reunião nesta quarta-feira (15), que ocorreu como parte dos esforços de conter a inflação no país, sinalizando que o FED continuará a tomar medidas agressivas para barrar a aceleração da mesma.

Como previsto, o aumento das taxas de juros chegou aos três quartos de um ponto percentual (0,75%), elevando a meta para 1,5% a 1,75%. O FED também projetou elevar as taxas para 3,4% até o final do ano, o que resultaria em mais 175 pontos de base.

Os rendimentos do Tesouro subiram, as ações norte-americanas passaram a demonstrar tendência de alta, e o dólar reverteu as perdas após a decisão, que foi mais radical do que a mudança de 50 pontos base previamente sinalizada por Powell, Presidente do FED. 

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A decisão não foi unânime, mas Powell está buscando barrar a recessão e restabelecer a credibilidade do FED entre a população norte-americana, que vem sofrendo com o constante aumento do custo de vida.  

O Banco Central do Brasil deve fazer o mesmo?

Às 18:30 desta quarta-feira (15) o Copom (Comitê de Política Monetária) terá reunião e a expectativa do mercado é que o aumento na taxa de juros se repita no Brasil.

Lutando contra uma inflação ainda mais alta que a dos EUA, é possível que a alta dos juros seja ainda mais severa no Brasil. No entanto, deve ter um impacto menor para as criptomoedas em relação à alta de juros do FED, pois se trata de um mercado global e o dólar ainda é visto como a moeda de reserva no mundo.

Possíveis consequências negativas para os mercados de renda variável geralmente são atribuídas ao maior retorno da renda fixa, incentivando os investidores a tomar menos risco em momentos como esse. As criptomoedas, que desde 2020 têm atraído uma forte base de investidores institucionais, são afetadas indiretamente, pois são vistas como ativos de risco por perfis mais conservadores.

Até o momento da escrita desta matéria, o bitcoin é negociado a US$ 21.646 e cai 2,7% no gráfico diário enquanto acompanha uma queda mais profunda de 28% nos últimos sete dias.

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