O Ibovespa, índice da bolsa de valores brasileira, chegou a cair para os 89 mil pontos no final da tarde (16/05). Fracasso de acordo entre EUA e China, retaliações do governo chinês e turbulência na política nacional são os principais motivos.

Desde a máxima histórica*, o índice já caiu mais de 10%, chegando a 89 mil pontos.

*A máxima histórica é em relação ao número absoluto de pontos. Quando ele é corrigido pelo dólar, é possível notar que estamos bem longe de voltar ao patamar de 2008, que foi o melhor momento da bolsa brasileira na história.

Após a euforia, um balde de água fria

Os investidores brasileiros começaram o ano de 2019 bem otimistas com a capacidade do governo Bolsonaro de promover reformas e criar um ambiente mais favorável para a geração de novos empregos no Brasil e recuperação econômica.

No entanto, o que se viu de governo até agora foi uma equipe econômica que, apesar de ser altamente capacitada, pouco conversa com os demais membros e ministérios do governo. Logo nos primeiros dias de governo, a falta de comunicação já era clara.

Em fevereiro, os filhos de Jair Bolsonaro, especialmente Carlos Bolsonaro, passaram a atacar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Os ataques partiam das redes sociais, principalmente o Twitter. Rodrigo quase desistiu de articular a reforma.

Mesmo em meio a tantas notícias ruins, o otimismo do mercado continuava graças à política do Banco Central Americano (de flexibilizar a subida da taxa de juros) e também com uma perspectiva de acerto entre China e Estados Unidos para dar fim à Guerra Comercial.

Ibovespa perde 10% desde os 100 mil pontos

O Ibovespa, em Março, conseguiu chegar aos históricos 100 mil pontos. Bolsonaro se acertou com Maia, a Reforma já começava a tramitar no congresso e o otimismo voltou.

O índice permaneceu nesse patamar por algumas horas, até começar a corrigir, se sustentando entre os 92 e 94 mil pontos.

O problema é que a reforma da previdência pode demorar mais que o previsto. Além disso, é bem provável que ela seja aprovada com “desidratação”, que é a retirada de pontos importantes do texto.

Com a demora da tramitação e a falta de capacidade de articulação, a efetividade da Reforma se torna incerta. Nenhum empresário gosta de mais incerteza. Investimentos em infraestrutura e grandes projetos a longo prazo, que poderiam gerar empregos, são adiados.

O desemprego continua subindo e o Relatório Focus, elaborado pelo Banco Central, consecutivamente passa a diminuir a previsão de crescimento econômico para 2019. Nosso crescimento deverá ser menor do que o de 2018.

O mercado brasileiro também sofre com as consequências da Guerra Comercial. Até agora, nada indica que haverá acordo entre as duas potências. As retaliações da China ao governo americano ajudam a derrubar mercados ao redor do mundo.

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